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Ilha do Sal: Autarquia procede à demolição de 48 barracas 09 Dezembro 2021

A Câmara Municipal do Sal deu início à demolição de 48 barracas clandestinas, nas zonas de Alto Santa Cruz e Alto São João, no âmbito do Programa Realojamento, instituído pelo Governo.

Ilha do Sal: Autarquia procede à demolição de 48 barracas

Estava prevista para hoje, a demolição de 13 das 48 barracas, na sequência do realojamento de 46 famílias, cujas chaves das moradias no Complexo Habitacional “Vila Amaranto-Sal 8”, em Chã de Matias, já foram entregues , desde terça-feira.

Segundo a Inforpress, o vereador da área Social, Jocelino Cardoso pretende dissuadir as pessoas de fazer construções clandestinas ou ocupações indevidas, com vista à erradicação dos assentamentos informais.

Explicou, em declarações à Inforpress, que o processo vem decorrendo tranquilamente, com as pessoas a colaborarem, deparando-se, entretanto, com algum constrangimento que se prende com o alinhamento das barracas, pois algumas se encontram coladas a outras, pelo que o processo é mais moroso, já que feito manualmente em vez de com máquinas.

A inforpress avança ainda que segundo o vereador a demolição prossegue até se concluir a demolições das 48 barracas, 48 porque, conforme explicou, faltam ainda duas pessoas para assinarem o contrato.

“O processo está a ser feito com rigor, mas também há muito humanismo e solidariedade. Por enquanto não tem tido nenhum percalço. As pessoas no Sal já chegaram à conclusão de que não querem barracas na ilha. Então é realojar as pessoas e derrubar as barracas para evitar ocupações indevidas”, precisou, salientando que as autoridades, tanto central como local, não estão conformadas com a situação de pessoas a trabalharem em hotéis de cinco estrelas e morarem em casas de chapa.

“Por isso, estamos a lutar para acabar com essa situação no Sal. Todos nós almejamos um Sal sem barracas”, enfatizou.

A inforpress informa ainda que Eneida Morais, coordenadora do Projecto de Realojamento do Ministério de Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH), reiterou que o objectivo é acabar com as barracas, daí o programa contemplar realojamento e demolição, acto contínuo.

De acordo o cadastro, actualizado em Setembro de 2019, num universo de 532 barracas inventariadas 76 estão contempladas para a segunda fase de realojamento e essas pessoas deverão passar para a casa nova ainda antes do Natal, segundo Eneida Morais.

Um grupo de 142 famílias vai ser realojada no complexo Casa para Todos, B e C, que antes eram destinadas à venda, enquanto as restantes terão de aguardar para a conclusão das novas moradias em construção, financiadas pelo Fundo do Turismo, refere a fonte deste jornal.

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