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Ilha do Sal: Presidente da Comissão Política do PAICV local quer maior actuação do partido na ilha 03 Novembro 2018

A presidente da Comissão Política do PAICV, no Sal, deseja maior actuação do partido, na ilha, para fazer face aos desafios, asseverando, que a actual governação tanto local, como nacional “não vai” ao encontro das expectativas dos cabo-verdianos.

Ilha do Sal: Presidente da Comissão Política do PAICV local quer maior actuação do partido na ilha

Ana Paula Santos falava na abertura do novo ano político, cuja cerimónia, presidida pelo membro do Conselho Nacional do PAICV (oposição), Jorge Lopes, teve lugar, esta sexta-feira, no auditório da Academia do Académico do Sal.

“Para já, vamos iniciar com a formação dos militantes, que entendemos ser uma necessidade neste momento, por forma a munir os militantes de instrumentos próprios, que lhes permitirão maior actuação no terreno”, exteriorizou, esclarecendo, que alguns precisam renovar o entendimento sobre o que é o partido, enquanto os novatos, os que agora entraram para a família “tambarina”, conhecerem o estatuto, a essência do PAICV, visando essa actuação que se pretende.

Segundo Ana Paula Santos, o maior desafio do partido, a nível local é conseguir congregar todos os militantes, e o PAICV se preparar “para dar uma virada”, e vencer as próximas eleições.

“Eu não gosto desta palavra “unido”. Eu acho que os militantes do PAICV precisam se motivar mais pela causa, para que essa união seja possível. O PAICV é um partido de militantes, de militantes que sempre trabalharam para o PAICV, um partido do povo, determinado e empenhado no desenvolvimento de Cabo Verde”, disse quando questionada se o PAICV local está unido e preparado para os próximos embates eleitorais.

Ana Paula Santos concluiu, apelando aos militantes a pensarem Cabral, num Cabo Verde melhor, e num PAICV “forte como sempre foi”.

“O PAICV esteve em todas as frentes de desenvolvimento do país. Não é por estar, agora, na oposição, que vamos deixar o partido cair”, advertiu.

Por seu turno, Jorge Lopes, considerando que a abertura do ano político é um “momento especial” para lançar um olhar sobre o que terá sido o ano político anterior, e perspectivar o ano político que se avizinha, neste caso, 2018/2019, a ocasião, permite, também, entender, disse, os desafios do desenvolvimento do país, e chamar a capítulo, o papel do PAICV enquanto partido na oposição face aos “grandes” desafios do território.

“Do ponto de vista do PAICV, de uma maneira geral, existe um grande desfasamento, entre as grandes promessas feitas, os grandes compromissos firmados, e os resultados obtidos. E, muitos desses compromissos foram determinantes para a vitória expressiva do partido que tem nesse momento a responsabilidade de governação do país”, observou.

Ao fazer essa leitura, Jorge Lopes conclui que o PAICV tem nesse, momento, a responsabilidade de “se devolver” aos militantes, e resgatar a confiança dos mesmos e a dos cabo-verdianos.

“Temos que fazer com que os militantes voltem a acreditar no partido. Temos que saber como fazer isso… Exige muita coragem e determinação”, admitiu. A Semana/Inforpress

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