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Ilhas do Fogo e do Maio classificadas como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO – Governo 28 Outubro 2020

As ilhas do Fogo e do Maio foram classificadas como Reserva Mundial da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), anunciou hoje o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas.

Ilhas do Fogo e do Maio classificadas como Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO – Governo

Para Abraão Vicente citado pela Inforpress, que diz ter acabado de receber esta notícia de validação desses dois dossiês durante um webinar realizado pela UNESCO e que está a decorrer neste momento, é mais uma “grande honra” para ele, enquanto presidente da Comissão Nacional da UNESCO, de ver Cabo Verde a atingir mais estes dois “grandes feitos”, depois de ter a morna classificada a património da humanidade.

“Ter essas duas ilhas classificadas e inscritas como reserva mundial da biosfera significa que Cabo Verde e os técnicos cabo-verdianos têm feito o seu trabalho com perícia com dedicação e com empenho”, considerou.

Abraão Vicente, que fez este anúncio durante o discurso de tomada de posse dos membros do Conselho Científico do Instituto do Património Cultural (IPC), realçou que este não é um “trabalho político”, mas é, sobretudo, um trabalho técnico de integração de expertise cabo-verdiana dentro daquilo que são os padrões internacionais.

Esta classificação, ajuntou, terá “impacto extraordinário” naquilo que é a projecção e a planificação das duas ilhas para o futuro.

“Cabo Verde inscreve-se num grupo de restritos países que tem duas biosferas. O nosso território tão pequeno e com duas ilhas classificadas totalmente, todo o seu território, como reserva mundial da biosfera. Impõe-nos desafios científicos brutais, extraordinários, e a instalação do concelho científico do instituto não poderia vir em melhor hora “, acentuou.

O desafio agora, apontou, é conectar essa comissão à Comissão Nacional da UNESCO dando força à vice-presidência da Comissão Nacional da UNESCO, ligado ao ambiente, para que o País possa ser no futuro um “exemplo na implementação do plano da biosfera”.

A declaração oficial sobre este processo será feita, posteriormente, pelo ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, enquanto vice-presidente da Comissão Nacional da UNESCO, que acompanhou todo o dossiê de candidatura, conclui a Inforpress.

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