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Impacto da rotura do combustível Jet A1 no Sal: Aeronaves obrigados a divergir e reabastecer em Dakar e Canárias 06 Dezembro 2018

Cabo Verde está já a sofrer com a rotura, desde ontem 04, de stock do combustível Jet A1 para a aviação no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, no Sal. É que, segundo um técnico da área residente na ilha ouvido pelo Asemanaonline, aeronaves em rota, clientes do AIAC, serão obrigados a divergir e a reabastecer em Dakar ou Canárias.

Impacto da rotura do combustível Jet A1 no Sal: Aeronaves obrigados a divergir e reabastecer em Dakar e Canárias

«As petrolíferas estão fazendo tudo para esconder o problema, na tentativa de omitir o erro, ganhar tempo e preservar a sua imagem. No entanto, é Cabo Verde que fica mal e é penalizado por essa negligência», alerta o perito do sector da aeronáutica civil referido.

Segundo a mesma fonte, salvo a empresa Vivo Energy que prestou alguma informação, justificando a situação com o problema de barco para o transporte de combustível, a Enacol nada quer dizer sobre o assunto. A ASA também recusou falar sobre a crise do combustível Jet A1 no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral.

Para o interlocutor deste diário digital, a rotura em causa está abrigar já a racionalização do Jet A1 entre as petrolíferas. «A rotura já tem implicações, já que as petrolíferas racionaram o fornecimento e só vão fazê-lo às companhias aéreas clientes. Os cargueiros, os aviões executivos e outros da aviação geral não serão atendidos. No Sal há aviões de operações não-regulares estacionados à espera de abastecimento, sem sucesso», precisou.

O ouvido pelo Asemanaonline admite que o problema vai manter-se, não se sabe ainda por quantos dias. «Isso é evidência de que não há stock de segurança tal como é exigido internacionalmente. Há anos houve um problema similar e tomaram-se medidas de fundo para prever e antecipar roturas de stock. Tudo indica que as petrolíferas falharam, mas também a ARE (agora Agência Multissectorial) e a própria Agência da Aviação Civil, por não regularam nem fiscalizaram esse processo de manutenção do stock do combustível Jet A1», conclui a fonte que vimos citando.

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