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Impacto da seca no meio rural: Líder do PAICV diz que as pessoas têm vales-cheques mas lhes falta o dinheiro para completar o custo da ração animal 18 Mar�o 2018

A líder do PAICV) disse, hoje,17, que o plano de mitigação do mau ano agrícola não está a resolver efectivamente os problemas dos agricultores e criadores de gado e que as pessoas recebem vales-cheques, mas não os usam por serem insuficientes para cobrir o custo da ração animal.

Impacto da seca no meio rural: Líder do PAICV diz que as pessoas têm vales-cheques mas lhes falta o dinheiro para completar o custo da ração animal

“Um criador de gado apresentou-nos um conjunto de 28 vales-cheque que ainda não os utilizou porque não tem como arranjar o restante dinheiro para completar o custo da ração animal”, indicou Janira Hopffer Almada, a titulo de exemplo de como as pessoas do mundo rural estão a enfrentar dificuldades por causa da seca que assolou o país em 2017.

Segundo aquela dirigente política citada pela Inforpress, as pessoas estão “sem trabalho e sem rendimento” e, por isso, mesmo que tenham estes vales-cheques de 300 escudos, “não têm o remanescente para adquirem sacos de ração”.

“As pessoas disseram-nos que há uma grande falta de respostas no que tange às medidas para apoiar os criadores de gado e que os vales-cheques não estão a ter resultados”, precisou Janira Hopffer Almada, que chefiou uma delegação dos deputados do PAICV numa jornada parlamentar descentralizada no concelho de São Domingos.

A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde e líder da bancada parlamentar desta força política fez estas declarações à Inforpress depois de visitar as localidades de Loura, Rui Vaz e outras na freguesia de Nossa Senhora da Luz, no município de São Domingos.

Conforme fez notar, a falta da água é um outro problema com que se deparam as pessoas das localidades visitadas e a situação tende a “piorar ainda mais” com os últimos aumentos dos preços da electricidade e da água.

Para ela, os postos de trabalho no meio rural anunciados pelo Governo de Ulisses Correia e Silva “não estão a resultar”, porque, diz, por um lado, “abrange um número muito reduzido de famílias” e, por outro, “o valor que está sendo pago (350 escudos/dia) acaba por não apoiar as famílias”.

O Governo, prossegue, fala muito nos agricultores e criadores de gado, esquecendo-se das famílias, muitas das quais, afirma, “não têm uma única fonte de rendimento”.

Aplicação de fundos e futuro

Na perspectiva da líder da oposição, é importante que se pense também no futuro.

“Não podemos estar, todos os anos em que há seca, a recorrer à ajuda da comunidade internacional e não temos a preocupação para, internamente, prepararmos melhor o país, destinando uma parte dos recursos orçamentais para o aumento da nossa resiliência”, enfatizou a presidente do PAICV.

Conforme a mesma fonte, a primeira responsável do partido tambarina lamenta ainda o facto de os cabo-verdianos ainda não saberem quanto já foi gasto da ajuda de um milhão e 100 mil contos dos parceiros internacionais, e em que concelhos, ilhas e o número de beneficiários.

Por isso, promete, no Parlamento, pedir estas informações, uma vez que a luta para fazer face ao mau agrícola e seus efeitos “não pode ser só de boca e de basofiaria”. C/Infiorpress

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