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Importações penalizadas com 25% de taxas nos EUA: UE promete retaliar e vários protestos em todo mundo 03 Mar�o 2018

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os Estados Unidos impõem leis injustas que atiram milhares de pessoas para o desemprego", anunciou esta quinta-feira, 1, Jean-Claude Juncker.

Importações penalizadas com 25% de taxas nos EUA: UE promete retaliar e vários protestos em todo mundo

O presidente da Comissão Europeia reage assim às novas tarifas, sobre o alumínio e o aço atingindo os 25%, anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos .

Mas críticas às medidas protecionistas de Trump surgem à escala mundial. Como refere o Euronews, o Fundo Monetário Internacional já advertiu que podem ter impacto negativo fora e dentro dos Estados Unidos.

Já a diretora executiva do Centro de Comércio Internacional sublinhou que os os norte-americanos já adotaram, no passado, medidas semelhantes e com maus resultados.

"Se olharmos para a história, porque isso já aconteceu em 2002, o resultado seria uma perda líquida de empregos norte-americanos. Foi isso que vimos em 2004, com 200.000 empregos perdidos nos Estados Unidos, principalmente na indústria, como resultado das medidas protecionistas, relativas ao aço, tomadas pela administração Bush", lembra Arantxa Gonzáles.

Segundo ainda o Euronews, a Alemanha pediu que a resposta da Comissão Europeia fosse firme. Uma posição que pode ser seguida por outros países europeus, como afirma Erik van der Marel, do Centro Europeu para a Política Económica Internacional: "Se os EUA vão aumentar as taxas sobre o aço, então, provavelmente, podemos ter uma situação em que o preço mundial cai. Isso é, naturalmente, apelativo para aqueles que estão a importar aço, ao invés de usar aço mais caro de um produtor doméstico. Nesse sentido, posso entender que existam países na União Europeia que, como resposta, defendam algumas medidas proteccionistas."

Mas as reacções não ficam por aí. A Associação Europeia do Aço alerta, no entanto, que Bruxelas não pode cometer os mesmos erros que Washington.

"Os Estados Unidos estão a reagir à sobrecapacidade global causado pela China, mas fazem-no da maneira errada. Não é assim que a União Europeia deve fazê-lo. Dessa perspetiva, é correto que a União esteja a tomar medidas contra os Estados Unidos, não se alinhando com os Estados Unidos, porque assim estaríamos no mesmo barco e cometeríamos os mesmos erros que o presidente Trump está a cometer", afirma o diretor-geralda EUROFER, Axel Eggert, citado pelo Euronews.

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