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Imposto turístico rendeu a Cabo Verde em oito meses o esperado para todo o ano 07 Novembro 2022

Cabo Verde arrecadou em oito meses mais de quatro milhões de euros com a taxa paga obrigatoriamente pelos turistas, quase o valor esperado pelo Governo para todo o ano de 2022, segundo dados oficiais compilados hoje pela Lusa.

Imposto turístico rendeu a Cabo Verde em oito meses o esperado para todo o ano

De acordo com um relatório do Ministério das Finanças sobre a execução orçamental de janeiro a agosto, as receitas da contribuição turística ascenderam a 454,7 milhões de escudos (4,1 milhões de euros), equivalente a praticamente 96% do orçamentado pelo Governo para o ano de 2022, que é de 475 milhões de escudos (4,3 milhões de euros).

Esta taxa tinha rendido aos cofres do Estado em todo o ano de 2021 pouco mais de 145 milhões de escudos (1,3 milhões de euros), pelo que o valor arrecadado em oito meses de 2022 é também três vezes superior a todo o ano anterior.

Este valor representa “um aumento exponencial face ao montante cobrado no mesmo período de 2021”, o que “demonstra a retoma gradual da atividade turística", lê-se no relatório do Ministério das Finanças.

A contribuição turística foi introduzida pelo Governo cabo-verdiano em maio de 2013, com todas as unidades hoteleiras e similares obrigadas a cobrar 220 escudos (dois euros) por cada pernoita até dez dias, a cada turista com mais de 16 anos.

Na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2023, o Governo prevê um aumento de 25% no valor a cobrar pela contribuição turística, para financiar programas de combate à pobreza.

O desempenho desta taxa nos primeiros oito meses de 2022 compara ainda com apenas 41 milhões de escudos (373 mil euros) arrecadados no mesmo período de 2021.

As receitas com a taxa paga obrigatoriamente pelos turistas em Cabo Verde caíram para metade de 2020 para 2021, renovando mínimos de 145 milhões de escudos (1,3 milhão de euros), segundo um relatório anterior do Ministério das Finanças.

"Traduzindo o facto de as dormidas em estabelecimentos hoteleiros ainda estarem a sofrer um forte impacto da crise da covid-19, com um nível extremamente baixo de entradas de turistas do exterior, apesar dos sinais de alguma recuperação no último trimestre do ano, mediante a boa performance na taxa de vacinação para a covid-19 e consequente abertura dos mercados emissores de turistas, permitindo alguma recuperação da arrecadação deste tributo", lê-se no documento.

Tratou-se de uma quebra de 51% face aos 296,6 milhões de escudos (2,6 milhões de euros) em 2020 - receita essencialmente obtida no primeiro trimestre -, ano em que de março a outubro Cabo Verde suspendeu as ligações aéreas internacionais para conter a transmissão da covid-19, o que se traduziu numa quebra de 70% na procura turística.

Em 2019, este imposto garantiu um máximo histórico de 992 milhões de escudos (8,9 milhões de euros) em receitas.

Depois de registar um recorde de 819 mil turistas em 2019, o setor, que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde, viu a receita da Contribuição Turística cair mais de 60% em 2020.

A Semana com Lusa

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