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Inaugurada escultura de Germano Almeida em Penafiel (Portugal) 01 Novembro 2021

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas informou hoje que a Câmara Municipal de Penafiel, em Portugal, inaugurou uma escultura da cara do escritor cabo-verdiano Germano Almeida junto ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto Este.

Inaugurada escultura de Germano Almeida em Penafiel (Portugal)

Em nota enviada à Inforpress, o Ministério da Cultura explicou que a inauguração da escultura foi um momento simbólico que decorreu inspirado pela exibição do filme “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, numa adaptação à obra homónima de Germano Almeida, uma vez que se sucedeu em baixo a vários guarda-chuvas devido à chuva em Penafiel.

“Um momento de grande emoção para o escritor que ficou sem palavras com o descerramento do pano que contou com a presença do ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, convidado da Câmara Municipal de Penafiel, para estar neste festival literário, e o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Antonino de Sousa”, destacou.

O escritor cabo-verdiano Germano Almeida, Prémio Camões em 2018, é homenageado no 14.º Festival Literário Escritaria, em Penafiel, no distrito do Porto, Portugal, que decorre até este domingo. O evento homenageia todos os anos um escritor de língua portuguesa.

O escritor, nasceu na ilha da Boa Vista em 1945. Licenciou-se em Direito na Universidade Clássica de Lisboa, mas vive em São Vicente onde, desde 1979, exerce a profissão de advogado.

Publicou as primeiras estórias na revista Ponto & Vírgula, assinadas com o pseudónimo de Romualdo Cruz, que em 1994 foram transformadas no livro “A Ilha Fantástica” e que recriam os anos de sua infância e o ambiente social e familiar na ilha da Boa Vista.

O seu primeiro romance foi “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, publicado em 1989, que marca a ruptura com os tradicionais temas cabo-verdianos.

O Meu Poeta, 1990, Estórias de Dentro de Casa, 1996, A Morte do Meu Poeta, 1998, As Memórias de Um Espírito, 2001 e O Mar na Lajinha, 2004, formam o que se pode considerar o ciclo mindelense da obra do autor.

Germano Almeida, tem obras publicadas no Brasil, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Holanda, Noruega e Dinamarca, Cuba, Estados Unidos, Bulgária, Suíça e Cabo Verde. A Semana com Inforpress

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