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Independência/44 anos: Partidos políticos sintonizados quanto ao significado do 05 de Julho e indicam acções para o futuro do país 06 Julho 2019

Os partidos políticos com assento na Assembleia Nacional destacaram hoje o processo que conduziu à independência de Cabo Verde e apontaram algumas recomendações sobre valores e trabalho a serem feitos para um futuro melhor.

Independência/44 anos: Partidos políticos sintonizados quanto ao significado do 05 de Julho e indicam acções para o futuro do país

No seu discurso alusivo à data, o líder parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), defendeu que a independência é um marco que deve ser comemorado com dignidade por simbolizar sacrifícios enfrentados e de reflexão e de reconhecimento de que “este país é viável”.

“A independência não é uma dádiva, ela é uma conquista (…) Nesse aspecto, a minha primeira homenagem é dirigida à figura de Amílcar Cabral e a minha última é dirigida à juventude de 1974/75 que aderiu massivamente e contribuiu para criar o ambiente grandioso, o dia 05 de Julho”, disse Rui Semedo citado pela Inforpress. A mesma homenagem foi extensiva a outras figuras como Aristides Pereira ( o sucessor de Amílcar Cabral na liderança do PAIGC e primeiro Presidente da República de Cabo Verde), comandante Pedro Pires ( o primeiro chefe de Governo e ex-Chefe do Estado), Abílio Duarte ( o primeiro presidente da Assembleia Nacional que proclamou a independência nacional), José Araújo ( que foi ministro da Educação), Joaquim Pedro Silva (Baró), que foi vice-presidente da AN e faleceu no dia 28 de junho último, entre outras protagonistas da gesta libertadora.

O deputado do PAICV afirmou ainda que a data, para além de homenagem, deve ser também de estabelecer compromissos entre os sujeitos políticos, com o país, as pessoas e os cabo-verdianos, particularmente.

Segundo Rui Semedo, um dos compromissos deveria ser o de enfrentar os desafios e garantir que todas as ilhas tenham oportunidade de se desenvolverem, aproveitando todas as suas potencialidades, vencendo a pobreza, e contribuindo para a qualificação da democracia.

“Não podemos sentir medo da liberdade que o povo tem de escolher o caminho, de se manifestar, protestar, criticar e de exercer a sua cidadania activa, pois, afinal tudo o que idealizamos e fazemos só faz sentido se for colocado ao serviço do povo”, disse segundo a Inforpress.

Por sua vez, o líder parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), Rui Figueiredo, realçou, no seu discurso, que a data de 05 de Julho o leva a saudar todos os cabo-verdianos no país e na diáspora, viram coroada a gesta gloriosa da independência.

“Se há caminho que valeu a pena percorrer é o da independência. E se há consenso na nossa sociedade este feito colectivo é sem dúvida um dos seus melhores exemplos. Com efeito, a independência nacional é, sem dúvida, uma marca de referência que não pode servir para dividir os cabo-verdianos”, afirmou.

No seu discurso, o líder parlamentar do MpD lembrou que os tempos de hoje são outros, pelo que hoje outros são, por isso, os desafios que se pode colocar para alcançar a almejada felicidade para todos os cabo-verdianos.

Segundo aquele parlamentar, o país está hoje em condições de encarar com esperança o desafio de construir uma Nação próspero que garanta uma vida mais digna aos seus filhos.

O país, segundo disse, necessita dos partidos políticos e dos seus dirigentes, acções e comportamentos que sirvam de exemplo à sociedade, pois, é preciso transformar para que se possa garantir mais emprego, ensino, saúde e prosperidade a todos.

Lembrou que, para isso, é preciso reformas que não podem ser adiadas se se pretende alcançar novos patamares de desenvolvimento.

A representante da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), Dora Pires, começou no seu discurso por agradecer aos que participaram na luta da libertação para que hoje o país esteja a comemorar o seu quadragésimo quatro aniversário.

Perante essa gratidão face aos que lutaram pela independência, Dora Pires, afiançou que o seu partido discorda com os modelos e processo de gestão do bem comum, ou coisa pública que em nada contribuem para fazer cumprir Cabo Verde.

“Decorridos 44 anos, a UCID não concorda e nem aceita que o nosso país se mantenha com rumo mal traçado, seguindo um roteiro que nos desnorteia e um guião repleto de projectos que nos transforma em cobaias”, salientou.

A UCID, realçou, embora reconheça os feitos, jamais se coibiu de denunciar e criticar as situações de “má governação”, em que os recursos financeiros disponibilizados se consumem e se dissipam em projectos “inconsciente e insustentáveis”.

O povo das ilhas, adverte Dora Pires, exige um desenvolvimento diferente e que se traduza a iniciativas empresariais geradoras de emprego e riqueza que liberte o país da pobreza, da dependência externa e do volume de endividamento, refere a Inforpress.

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