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Índia-guerras do dote têm 15 vítimas por hora: Ex-noiva volta a casar, pai do ex-noivo manda cortar nariz e orelhas do pai dela 21 Setembro 2022

Casamento, noivado cancelados prejudicam a parte masculina, dado o sistema de dote pago pela família da noiva. E por parte do noivo há os que não se conformam e partem para a vingança. O país regista 23 mulheres mortas por dia devido a disputas relativas ao dote.

Índia-guerras do dote têm 15 vítimas por hora: Ex-noiva volta a casar, pai do ex-noivo manda cortar nariz e orelhas  do pai dela

Em caso de rutura do contrato de casamento hindu, o remanescente do dote pode não ser pago. E será essa a principal razão por trás de ataques de violência contra o pai da noiva. Um em agosto o outro este mês, ambos no Estado do Rajasthan (foto, noroeste indiano).

Esta terça-feira 13, Sukhram Vishnoi de 55 anos, no caminho de casa, na aldeia de Aadarsh Sondi no distrito de Barmer, foi atacado por um grupo de seis desconhecidos que lhe cortaram o nariz e orelhas e fraturaram uma perna.

A polícia de Jodhpur, a cidade mais próxima, está a seguir a pista de que os agressores tenham sido pagos pelo antigo sogro da filha de Sukram. Seis anos depois da jovem regressar à casa paterna devido aos maus-tratos do marido e família, ela está de casamento marcado.

Pouco antes, no início de agosto, Kamal Singh Bhati, de 55 anos, foi agredido quando cancelou o noivado por temer pela segurança da filha. É que descobriu que uma sua sobrinha, que se tinha casado com um membro da mesma família, foi morta pelos sogros.

Seis décadas após ter sido abolida a prática do pagamento do dote, através da lei Dowry Prohibition Act/Decreto da Proibição do Dote, de 1961, o facto é que "a continuada prevalência do dote é a vergonha nacional da Índia".

Segundo o mais recente relatório do Registo Nacional do Crime da Índia, citado pela Reuters, uma mulher é vítima a cada quatro minutos da crueldade da família do marido.

Segundo a mesma fonte, todos os dias morrem 23 mulheres em resultado de disputas relativas ao dote. Embora nestas guerras do dote, as mortes perpetradas pelo marido, sogra e outros familiares do marido sejam as mais frequentes, em menos dum mês destacam-se dois casos: o de Ayesha de 23 anos, empregada bancária que não resistiu à pressão da sogra e tirou a própria vida em 02 de setembro, tal como em maio as três irmãs (foto) (de uma sororidade de seis).

Assassínios cometidos pelo marido ou familiares dele sobre a mulher, cujo pai deixa de pagar mais dinheiro exigido, acontecem todos os dias. Além das indianas mortas antes de nascer (aborto e infanticídio seletivos), há mais de sete mil matadas por ano em "acidentes domésticos", atiradas de uma ponte, envenenadas... no segundo país mais populoso do mundo.

Lei letra morta

Seis décadas após ter sido abolida a prática do pagamento do dote, através da lei Dowry Prohibition Act/Decreto da Proibição do Dote, de 1961, o facto é que "a continuada prevalência do dote é a vergonha nacional da Índia".
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Fontes: The Times of India /Reuters/Hindustani Times/... Fotos: O chefe da polícia de Jodhpur faz um raro anúncio de que decorre a investigação sobre a agressão a Sukhram Vishnoi, na terça-feira 13. As três jovens da foto ao alto morreram porque o pai, com mais três filhas por casar, deixou de poder pagar mais dinheiro aos genros.

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