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Índia maior produtora mundial da Astrazeneca criminaliza recusa de teste, vacina — Regista 159.728 óbitos e 11.590.373 infeções 21 Mar�o 2021

A Índia anunciou este sábado — dia em que regista o maior número de casos diários, 40.953 — que na segunda-feira entra em vigor a lei que criminaliza a recusa da vacina ou da testagem. A nova medida, draconiana, visa travar o aumento de infeções e óbitos causados pela Covid-19 no quarto país com o maior número de óbitos, 159.728, e terceiro em número de infeções, 11.590.373.

 Índia maior produtora mundial da Astrazeneca criminaliza recusa de teste, vacina — Regista 159.728 óbitos e 11.590.373 infeções

O segundo país mais populoso do planeta decidiu — dadas as crescentes dificuldades em cumprir o plano de vacinação que arrancou em janeiro — recorrer a uma lei cuja eficácia foi testada na epidemia de 1897, ainda na era colonial britânica.

A lei entra em vigor no mesmo dia, segunda-feira, 22 em que a testagem arranca na mais populosa cidade indiana, Bombaim/Mumbai. Em todos os locais onde há aglomerações, as pessoas têm de estar prontas para a realização de testes rápidos.

O governo local explicou no sábado que os testes são realizados aleatoriamente e que “toda a gente que chega a uma área da cidade com grande movimento tem de estar disponível para fazer o teste”. Também entra em vigor, no mesmo dia 22, a lei que criminaliza a recusa da vacina ou da testagem, disse o porta-voz do governo de Mumbai.

Taxas de letalidade

A Índia apesar do quarto lugar mundial em número de óbitos, 159.728, regista uma taxa de letalidade — o número de óbitos por milhão de habitantes — que é de 115.

É um valor relativamente baixo, sobretudo em comparação com o Reino Unido 1.851, EUA 1.669, Portugal 1.647, Peru 1.498, França 1407, Brasil 1.360, Áustria 1.101.

Entre os países que registam taxa de letalidade inferior a mil, mas superior à Índia estão a África do Sul 870, Rússia 649, Cabo Verde 284, STP 153.

Os números de Angola 16, Guiné-Bissau 27, Moçambique 23 são muito menores. A taxa de letalidade da China, onde tudo começou, é hoje de meros três por milhão.

Destacam-se ainda as taxas da Austrália 35 e da Nova Zelândia 5.

Produção enorme, necessidades maiores

O programa de vacinação que arrancou em janeiro utilizou já cerca de metade das doses da vacina indiana, Covaxin, até esta produzidas, num total de 130 milhões de doses. Calcula-se que metade terá sido exportada para países vizinhos e também Brasil.

A frabricante indiana ’Serum Institute’ é a maior produtora mundial de vacinas e anunciou na quinta-feira, 18, ter produzido os 40 milhões de doses da vacina da Astrazeneca, que na sua maioria serão exportadas.

A União Europeia pressiona para que as empresas indianas contratadas cumpram os acordos de exportação das vacinas.

Fontes: BBC/India Today/Reuters/Times of India/... Fotos (EPA/Reuters): Teste obrigatório onde há aglomerações, por exemplo, em centros comerciais. A frabricante indiana ’Serum Institute’ é a maior produtora mundial de vacinas e anunciou na quinta-feira, 18, ter produzido 40 milhões de doses da vacina da Astrazeneca, na maior parte destinada à exportação para a União Europeia.

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