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Instituto do Património Cultural prevê ter a Tabanca inscrita na Lista do Património Mundial da Unesco em menos de dois anos 11 Fevereiro 2022

O Instituto do Património Cultural (IPC) prevê que Cabo Verde terá a Tabanca inscrita na Lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em menos de dois anos.

Instituto do Património Cultural prevê ter a Tabanca inscrita na Lista do Património Mundial da Unesco em menos de dois anos

A previsão é feita pelo presidente do IPC, Jair Fernandes, em entrevista à Inforpress, que explicou que a salvaguarda do género musical e manifestação cultural Tabanca, é um projeto a nível do património imaterial e que tem tido uma “dinâmica importante”, sendo que o dossiê da candidatura já está a ser trabalhado.

“Estou em crer que em menos de dois anos teremos todo o processo finalizado e entregue, com resultado que se almeja, que é a inscrição da Tabanca na Lista do Património Imaterial da Unesco”, afirmou Jair Fernandes, acrescentando que o corpo técnico já está constituído e toda a parte burocrática já foi avançada.

Assim, as resoluções que cria a equipa e que prevê a inscrição da Tabanca no livro de registo já estão concluídas, juntamente com uma petição em curso de grupos de Tabanca, manifestando esse interesse e a parceria efectiva com o Estado de Cabo Verde para a materialização deste projecto de Tabanca, que é também Património Cultural Imaterial Nacional.

Jair Fernandes lembrou que desde 2017 os grupos de Tabanca têm recebido verbas por parte do Governo para criarem alguma dinâmica a nível de revitalização local, com abertura por parte das câmaras municipais onde existem esta manifestação cultural, nomeadamente do Maio, de Santa Catarina, da Praia, de Santa Cruz, de São Lourenço dos Órgãos e do Tarrafal.

“Estamos em crer que o projeto de Tabanca terá um grande impacto, assim como foi o da Morna. Prevê toda uma dinâmica científica, da recolha de imagem e o inventário que já foi realizado, mas também a constituição técnica do dossiê, para além do plano de salvaguarda, que é um instrumento elaborado em parceria com os grupos, com as câmaras municipais e todos os envolvidos que são chamados a pronunciar”, esclareceu.

Em relação ao património imaterial, Jair Fernandes destacou o da Olaria de Fonte Lima, em Santa Catarina, que este ano será transferido para outros espaços, nomeadamente na localidade Trás-dos-Montes, no município do Tarrafal, em Rabil na ilha da Boa Vista e São Domingos, que são centros oleiros a nível nacional.

Em 2021, no que se refere ao projeto de salvaguarda da Olaria de Fonte Lima, o presidente do IPC realçou que conseguiram resultados positivos, já que teve como base, “não só o saber fazer tradicional, mas também o empoderamento de uma classe concreta, que são as mulheres de Fonte Lima no interior da ilha de Santiago”.

Na área do património imaterial, Jair Fernandes referiu-se ainda ao projeto “Cimboa – património para o desenvolvimento sustentável”, financiado pelo Pró-Cultura da União Europeia, que está em andamento e que tem por base a “salvaguarda deste instrumento extremamente importante e que infelizmente, com os anos, caiu em desuso”.

O projeto visa a promoção do auto-emprego sustentável, a inclusão de jovens e mulheres desempregadas e rentabilização da renda de artesãs e músicos em atividade, a partir da salvaguarda e reapropriação de um bem patrimonial e sua inserção no mercado nacional e internacional.

A Semana com Inforpress

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