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Interstício: O novo órgão do corpo humano que pode explicar como o cancro se espalha 29 Mar�o 2018

Cientistas norte-americanos descobriram um novo órgão no corpo humano, ao qual deram o nome de interstício. A descoberta foi publicada na revista Scientific Reports e os investigadores acreditam que esta descoberta pode ser importante para estudar as metástases do cancro, e ajudar a compreender como a doença se espalha pelo corpo.

Interstício: O novo órgão do corpo humano que pode explicar como o cancro se espalha

Segundo o grupo de cientistas, interstício é um “espaço intersticial cheio de fluido” que “reveste o tubo digestivo, pulmões e o sistema urinário, envolvendo músculos e vasos sanguíneos”. É um dos maiores órgãos do corpo humano.

Citado pela "RTP Notícias", o interstício ainda não tinha sido descrito porque é destruído ao ser colocado nas lâminas microscópicas utilizadas para analisar as células do corpo. No entanto, com novas técnicas de observação através de imagem, o grupo de cientistas norte-americanos conseguiu descobrir o órgão.

No artigo publicado na revista Scientific Report, os cientistas destacam que esta descoberta pode ser importante para o estudo de metástases de cancro, bem como do edema, da fibrose e dos mecanismos de funcionamento de tecidos e órgãos.

Há três anos os cientistas tinham utilizado em novo endoscópio para procurar metáteses no cancro biliar e acabou por descobrir novas cavidades que não estavam, ainda, identificadas. O que os levou a uma investigação mais abrangente.

Os endoscópios são utilizados para examinar órgãos internos, retirar amostras dos tecidos e fazer diagnósticos

Com este endoscópio, depois de injectar um pouco de corante fluorescente na veia do paciente durante uma endoscopia, pode-se examinar o tecido vivo a um nível microscópico.

“O interstício junta-se a outros órgãos recentemente descobertos, como o mesentério, uma dupla prega da membrana que cobre a parede abdominal, que foi reconhecido como órgão em 2017”, adverte a fonte que vimos citando, acrescentando que, para que o interstício ganhe o estatuto de novo órgão é necessários que haja consenso científico pelo que é necessário que outros grupos de cientistas analisem e confirmem esta descoberta.

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