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Inundações na ilha da Sumatra obrigam à retirada de 24 mil pessoas 05 Janeiro 2022

As fortes inundações na ilha indonésia de Sumatra obrigaram à retirada de 24 mil pessoas e provocaram a morte a duas crianças, indicaram esta terça-feira, 04, as autoridades locais, com os ativistas ambientais a responsabilizarem a desflorestação por estes fenómenos extremos.

Inundações na ilha da Sumatra obrigam à retirada de 24 mil pessoas

Segundo a agência local de gestão de desastres, as chuvas torrenciais têm fustigado o norte da ilha da Indonésia desde 31 de dezembro, transbordando rios e elevando o nível da água até três metros em áreas residenciais.

"Sofremos inundações pelo menos cinco a oito vezes por ano em Pirak Timur. Mas as inundações de hoje estão entre as piores", disse Muzakkir, um morador de 33 anos desta cidade na província nortenha de Ache, citado pelas agências internacionais.
As autoridades da província de Aceh declararam o estado de emergência após a intempérie, que destruiu também prédios públicos, infraestruturas e áreas agrícolas. Para a organização ambientalista Walhi, as inundações estão intimamente ligadas ao desmatamento de grandes áreas para plantações de óleo de palma.

"Se destruirmos o meio ambiente a montante enquanto as autoridades se preocuparam apenas com o rio a jusante, isso não resolverá o problema" e as inundações continuarão todos os anos, observou o diretor executivo da Walhi em Aceh, Ahmad Shalihin, também citado pelas agências internacionais.

"À medida que as florestas estão a ser dizimadas, as zonas mais baixas sofrem um impacto maior" em caso de enchentes, afirmou Zulkifli, chefe da localidade de Meunasah Jok, no norte de Ache, que responsabiliza também a extração ilegal de madeira. A "vizinha" Malásia está também a tentar recuperar das grandes inundações que atingiram o país no mês passado, que provocaram cerca de 50 mortes.

Pelo menos 13 mil pessoas permanecem em abrigos após o processo de retirada massivo de cerca de 70 mil pessoas no final de 2021 em vários estados do sudeste asiático, incluindo o de Selangor, que circunda a capital da Malásia, Kuala Lumpur.
Deslizamentos de terra e inundações são comuns na Indonésia e na Malásia durante a estação das chuvas, desastres ambientais que são favorecidos pela desflorestação e pela falta de prevenção de riscos, de acordo com os ambientalistas.

Convém salientar que em abril de 2021, mais de 200 pessoas morreram nas ilhas do arquipélago oriental da Indonésia e em Timor-Leste, que foram devastadas pelo ciclone tropical Seroja.
Asemana C/Lusa

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