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Invasão ao Capitólio dos EUA: Congressista AOC compara traumas — "Pensei que ia morrer" 03 Fevereiro 2021

Indignada com o incitamento à violência protagonizado por grande figuras republicanas e o menosprezo ante "os factos graves de 06 de janeiro" pelos senadores Ted Cruz (candidato derrotado nas primárias que elevaram Trump em 2016) e Josh Hawley, a democrata Alexandria Ocasio-Cortez deixou, ontem (segunda-feira, 1) no ’Instagram Live’, o seu testemunho acerca da traumática experiência que reavivou o trauma dela, "sobrevivente de uma agressão sexual".

Invasão ao Capitólio dos EUA: Congressista AOC compara traumas —

Alexandria Ocasio-Cortez, a congressista mais jovem de sempre (na foto inserida, a sua investidura aos 29 anos), relatou no domingo, 31, o medo que sentiu trancada na casa de banho enquanto decorriam os tumultos no Capitólio no dia 06 passado que lhe reavivaram um trauma vivido há anos. Falou disso por entre lágrimas, sem fornecer outros dados.

"Pensei que ia morrer", mas "estes tipos (republicanos) minimizam (a invasão ao Capitólio), dizem que nada de grave se passou, que temos de esquecer. Há os que até dizem que temos de pedir desculpa — ou seja, usam as mesmas táticas dos agressores sexuais". E para confirmar que sabe do que fala: "Sou uma sobrevivente de uma agressão sexual. Esta é a minha realidade, que só contei a muito poucas pessoas. Mas quando o trauma se repete, temos de o enfrentar de novo".

Perante "os factos graves de 06 de janeiro", Alexandria Ocasio-Cortez diz que a traumática experiência demonstrou "os perigos sérios" a que os representantes estão expostos no Capitólio, a casa da democracia, defende AOC.

’Onde é que ela está?’

’Onde é que ela está?’ AOC trancada na casa de banho teme pela vida porque sabe que é uma das figuras progressistas mais odiadas e que não pode esperar nada de bom dos colegas republicanos que a podem denunciar aos invasores.

"O trauma chama outro trauma", diz AOC ao evocar uma dessas manifestações de ódio vindas de radicais da extrema-direita. Um deles é o extremista pró-republicano Garret Miller que a tem vindo a ameaçar de morte em publicações nas redes sociais — e que está sob detenção, após o 6 de janeiro, a aguardar julgamento por isso.

A par disso, o trauma da violência despertou ao sentir essas batidas violentas a repercutir na porta atrás da qual ela se escondia. «Pensei: ’Vou morrer. É o meu fim’» convenceu-se porque percebeu que as batidas e o grito repetido vinham de "um homem branco" — explicou a AOC, que se autodefine como "de cor" ou "não branca" na cromoestratificada primeira potência.

O homem que batia era afinal um polícia do edifício, mas que AOC acusa de "grande hostilidade e raiva".

Além da abordagem ineficaz , contraproducente, de tão "agressiva", o polícia era tão hostil que "não me deu instruções sobre onde podia ir para me proteger". Foi pelos seus próprios meios que chegou ao gabinete de outra congressista onde ela e outros se barricadaram empurrando móveis.

Fontes: Forbes/Washington Post/ outras referidas. Fotos (Getty): As forças da ordem só entraram após a invasão ao Capitólio, "que já se sabia que ia acontecer". Alexandria Ocasio-Cortez, AOC, de 29 anos, durante a cerimónia de investidura do 116º Congresso norte-americano, em 03.01.2019.

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