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Justiça investiga mortes de italianos de meia-idade vacinados com AstraZeneca e Pfizer 14 Junho 2021

As mortes de Gianluca Masserdotti de 54 anos, falecido nesta quarta-feira, 9, doze dias após ser vacinado, Isabela de 53 anos, Sandro Tognatti de 57, entre outros, que "não tinham qualquer patologia", levou as autoridades de saúde a abrir uma investigação para determinar se estas mortes estão associadas à administração das vacinas anti-Covid AstraZeneca e Pfizer.

Justiça investiga mortes de italianos de meia-idade vacinados com AstraZeneca e Pfizer

Segundo o Corriere della Sera, Isabella Stabile, residente em Strona, província de Biella, morreu seis dias depois de receber a primeira dose da vacina Pfizer. A Procuradoria de Biella, abriu uma investigação a iniciar pela autópsia.

É a quarta vez que isso acontece na região desde o início da campanha vacinal: o primeiro caso foi o do músico Sandro Tognatti, de 57 anos, que morreu uma semana depois de inoculado com a primeira dose da vacina AstraZeneca, o que levou à retirada do lote. Mas a autópsia veio a revelar que a causa mortis do músico era afinal uma doença cardíaca "imprevista" não-diagnosticada em vida.

Morreu 15 dias depois da vacina. Trombos limitaram colheita de órgãos

O caso mais recente, reportado pelo Corriere della Sera, deu-se com a morte na quarta-feira, 9, de Gianluca Masserdotti, de 54 anos. O residente em Brescia, município da região italiana da Lombardia, morreu vítima de trombose após ter sido vacinado no dia 29 com o imunizante da AstraZeneca.

A irmã da vítima, Sónia (na foto acompanhada da filha do falecido), revelou este domingo o ao Corriere della Sera que a família espera ter, "em cerca de 20 dias", respostas quanto ao caso. Gianluca chegou ao hospital com o diagnóstico de isquemia (presença de fluxo de sangue e oxigénio inadequado) e hemiparesia (paralisia parcial de um lado do corpo).

Ainda de acordo com a irmã, "não se exclui a possibilidade de ele ter um trombo que nunca tivesse sido diagnosticado e que a vacina tivesse desencadeado este processo. Quando ele chegou ao hospital, as suas plaquetas eram praticamente inexistentes".

A esposa Cinzia Del Regno indica que Gianluca começou a sentir dores e febre depois de ser vacinado e os sintomas perduraram por alguns dias. Também se sentia muito cansado e a situação agravou-se no fim de semana passado.

"Ele estava com uma dor de cabeça muito forte, as suas pernas estavam pesadas e, no domingo, ele não tinha forças para brincar com a filha. Quando se levantou do sofá, caiu no chão", recordou.

Os serviços de emergência encaminharam-no para o hospital, onde rapidamente lhe foi feita uma angiografia e o trombo foi retirado. Mas esse procedimento não foi suficiente e na madrugada de terça-feira foi de novo operado para aliviar a pressão cerebral.

Na quarta-feira, os médicos certificaram que Gianluca estava em morte cerebral e o seu corpo foi encaminhado para que os seus órgãos fossem doados. Porém, considerando que outros trombos se formaram entretanto, "apenas o fígado e os rins puderam ser transplantados".

Efeitos indesejáveis resolvem-se por si no prazo de 3 dias

As vacinas podem acompanhar-se de efeitos indesejáveis. E como sucede com outros medicamentos, tais efeitos secundários resolvem-se por si, espontaneamente, no prazo de 3 dias.

São muito raros os sintomas mais graves como falta de ar, dor no tórax, inchaço nas pernas, dor abdominal persistente, dores de cabeça intensas e persistentes (mais de 3 dias), alterações da visão, sinais vermelhos ou manchas na pele em local distinto do ponto da injeção.

Fontes: Corriere della Sera/Sites institucionais.

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