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Investigador revela que qualidade de água na ilha de Santiago “tem vindo a degradar-se ano após ano” 06 Maio 2021

O investigador nas áreas de qualidade de água e do solo em climas semi-áridos, Nemias Gonçalves, revelou esta quinta-feira, 06, na cidade da Praia, que a qualidade de água na ilha de Santiago “tem vindo a degradar-se ano após ano”.

Investigador revela que qualidade de água na ilha de Santiago “tem vindo a degradar-se ano após ano”

Estas informações foram avançadas à Inforpress pelo investigador, antes de participar como orador, na conferência realizada esta quinta-feira, na Un-Piaget, cidade da Praia, sobre “Qualidade de Água e do seu abastecimento na ilha de Santiago”, e enquadrada nas comemorações dos 20 anos desta instituição do ensino superior, que se celebra nesta sexta-feira.

“Da qualidade de água na ilha de Santiago, posso dizer que tem vindo a degradar-se ano após ano, derivado a vários fatores”, afirmou, apontando para a questão da sobre-exploração dos pontos de água, principalmente dos furos.

Nemias Gonçalves falou ainda da falta de chuva, que tem assolado o País nos últimos anos, ressaltando que sem chuva não há recarga aquífera, sem a qual, os furos não produzem água de qualidade para o consumo, conforme escreve a mesma fonte, apelando à população e à comunidade académica, no sentido pouparem água. "Também sugiro uma melhor gestão adequada dos furos explorados, tanto públicos como privados", sugeriu, citado pelo Expresso das Ilhas.

Nemias Gonçalves recomendou que se deve respeitar determinadas indicações para uma exploração adequada da água nos respetivos furos, sobretudo no que concerne ao tempo limite para a exploração durante o dia. "Há um determinado tempo para que o furo possa recuperar o seu nível aquífero, o seu nível freático, e seja explorado novamente", anuncia, conforme cita a nossa fonte.

“Se não respeitarmos essas indicações é claro que o furo seca. Nas zonas mais costeiras há o risco de salinização, o que tem acontecido principalmente, na bacia hidrográfica de Ribeira Seca, em Santa Cruz. Está a acontecer também em São Miguel e mesmo em São Domingos, acontece este fenómeno, que é chamado de salinização”, referiu, citado pelo Expresso das Ilhas.

Nesta matéria, o especialista responsabiliza, primeiramente, as entidades responsáveis pela gestão, mas ressaltou que "os cidadãos têm grandes responsabilidades na gestão e exploração dos recursos hídricos, porque é um bem para todos".

“Não é um bem infinito. Ao contrário do que muitos pensam, a água doce não é infinita e pode acabar. Nós estamos a sofrer muitos problemas, nos últimos tempos, com a falta de chuva e quando não temos chuva e secarmos os furos, os poços e as nascentes, teremos de recorrer ao processo de dessalinização, que normalmente é muito custoso e não consegue abarcar toda a população”, alertou, segundo noticia a fonte que vimos citando.

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