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Investigadora da Universidade Nova de Lisboa defende mais estudos sobre a vida e obra de Amílcar Cabral 22 Novembro 2019

A investigadora da Universidade Nova de Lisboa, Portugal, Aurora Santos defendeu hoje a necessidade de haver “mais estudos e maior envolvimento” das pessoas sobre a vida e o legado de Amílcar Cabral na luta pela independência de Cabo Verde.

Investigadora da Universidade Nova de Lisboa defende mais estudos sobre a vida e obra de Amílcar Cabral

À Inforpress, à margem da mesa redonda “Novas dimensões no estudo da luta pela independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde”, promovido pelo Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, através da Fundação Amílcar Cabral, na Cidade da Praia, a investigadora disse que pretende com isto tentar mostrar a actividade diplomática do PAIGC foi tão importante quanto a luta armada.

Conforme Aurora Santos, que abordou o tema “ A actividade diplomática do PAIGC no inicio da década de 60 até 74”, a actividade diplomática permitiu ao movimento legitimar-se e chegar a uma posição de superioridade em relação as outras organizações ao 25 de Abril e às negociações da independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde com Portugal.

Entretanto, lamentou que não haja ainda tantas investigações sobre Amílcar Cabral e a sua entrega à luta pela independência de Cabo Verde, apelando, neste sentido, a um “maior envolvimento” das pessoas na divulgação e preservação do legado daquele que é considerado o pai da nacionalidade cabo-verdiana.

“Falta ainda desenvolver muitos estudos sobre Amílcar Cabral, há muita vertente sobre a personalidade dele e o trabalho que desenvolveu que ainda não são reconhecidos e quanto ao seu reconhecimento, acho que pelo menos aqui em Cabo Verde, é reconhecido e considerado o herói nacional”, afirmou.

Por seu turno, o docente da Universidade de Cabo Verde Manuel Veiga destacou a importância de haver uma “pedagogia de empatia e de verdade” no ensino sobre a vida e obra de Amílcar Cabral, que, no seu entender, foi um homem com muitas valências.

Para este responsável é preciso ainda haver mais debates no dia-a-dia sobre Amílcar Cabral evitando assim que o mesmo seja lembrado somente nas datas memoráveis.

“Cabral foi um homem da cultura, humanista, estratega, diplomata, líder. O estudante que quando vai estudar nos diversos escalões sobretudo no secundário é preciso uma pedagogia de verdade aquilo que o homem é como verdade e não como um mito”, precisou, declarando que Amílcar Cabral poderá ser recordado através da investigação, tradução das obras e os testemunhos daqueles que o conhecerem, refere a Inforpress.

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