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Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem método inovador e sensível à luz para a entrega de moléculas em doenças da pele 22 Janeiro 2020

Um grupo de investigadores do centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) elaboraram uma formação inovadora para a entrega de moléculas para o tratamento de lesões agudas da pele.

Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolvem método inovador e sensível à luz para a entrega de moléculas em doenças da pele

Em comunicado, inicialmente os investigadores testaram estas diferentes formulações em células da pele, e observaram uma rápida entrada e entrega da molécula de ARN que transportavam nas mesmas após estimulação com luz. De seguida, com um ARN de princípio ativo inovador, observaram que, em modelos animais com lesões agudas na pele, promoviam uma aceleração da cicatrização, comparando com os animais controlo.

“Nó pretendíamos desenvolver uma formulação que conseguisse entregar os ARN não-codificantes de maneira mais eficiente. Há uma vasta classe de novas terapias que não têm resultado: primeiro, existem enzimas na nossa pele que degrafam material genético externo; segundo moléculas tão grandes como esta têm dificuldade em entrar nas células da pele, e para atuarem têm de ser integradas nas células. É precisa uma ferramenta para tornar este entrega possível”, salienta Josephine Blersch, investigadora do CNC-UC e primeira autora do estudo.

“Outras formulações já aprovadas apresentam grande toxicidade e uma resposta imunológica forte. Portanto, é necessário que a ferramenta seja de rápida absorção e eficácia, sem provocar respostas indesejadas. Deste modo, decidimos desenvolver uma formulação cuja ação fosse sensível à luz, que permite controlo sobre localidade e tempo da entrega do seu princípio ativo”, explica ainda a investigadora.

De salientar que o estudo, publicado na Angewandte Chemie International, uma revista científica alemã na área da química, demonstrou o desenvolvimento de uma plataforma inovadora para a entrega destas sequências, melhor do que as atualmente existentes no mercado, para aplicação em doenças da pele. Para isso, os investigadores procuraram formulações baseadas em manopartículas que fossem biodegradáveis, orgânicas e que causassem nenhuma ou pouca toxicidade. Nesse sentido, começaram com o desenvolvimento de uma biblioteca de nanopartículas que contassem com estas características, e que fossem ativáveis pela luz, ou seja, que libertassem o material que transportavam dentro das células, antes de serem expulsas pelas mesmas.

“Em primeira instância procurámos desenvolver uma biblioteca de nanopartículas com diversidade físico-química. De seguida queríamos filtrar as melhores formulações, utilizando microscopia automatizada, algoritmos de machine-learning, entre outros métodos do processamento em alto rendimento. “Identificámos cerca de 160 formulações, cuja ação fosse controlável pela luz. Observámos que destas formulações eram bastante mais rápidas e eficientes que grande parte das formulações comercialmente disponíveis”, acrescenta Vítor Francisco, também investigador do CNC e autor do estudo.

De mencionar que para além de Josephine Blersch e Vítor Francisco, participaram no estudo, coordenado por Lino Ferreira, líder de grupo no CNC-UC, Catarina Rebelo, Adrian Jiménez-Balsa, Helena Antunes, Sandra Pinto e Susana Simões, também investigadores do CNC.

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