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Irão: 17ª na fila de execuções morre de ataque cardíaco e é enforcada — Para satisfazer sogra 27 Fevereiro 2021

Zahra Ismaili condenada à pena capital — por conjugicídio "em legítima defesa" — teve de assistir às dezasseis execuções que precederam a sua e não resistiu mais: morreu de ataque cardíaco. Mas a sua execução foi avante: enforcaram-na para que a sogra pudesse ter a satisfação de lhe assestar o vingativo golpe que é a mãe da vítima pontapear a cadeira, o último ato permitido pela lei no Irão.

Irão: 17ª na fila de execuções morre de ataque cardíaco e é enforcada — Para satisfazer sogra

A condenada à forca morreu de "ataque cardíaco" — lê-se na certidão de óbito — após assistir ao enforcamento dos dezasseis homens que a precederam no pátio da prisão Rajai Shar, Teerão.

Mas nem a morte de Zahra impediu a sua execução, em conformidade com a lei iraniana que concede à mãe da vítima o último gesto. A execução terminou com o decisivo pontapé, contra a cadeira da forca, desferido pela sogra de Zahra Ismaili, mãe de dois filhos.

Omid Moradi denunciou a "execução por enforcamento da mulher morta de ataque cardíaco", lê-se na conta Twitter do advogado.

Moradi defende que "ela agiu em legítima defesa" quando matou Alireza Zamani, para se defender e aos filhos, vítimas constantes do marido e pai, que era um alto quadro da segurança nacional.

Mas no julgamento, disse o advogado, Zahra Ismaili não teve como escapar à "injustiça permitida pela lei" que a fez ser "julgada por um júri que incluiu cúmplices do marido", enquanto participantes do injusto sistema judicial iraniano.

Fontes: The Times/Twitter.

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