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Islândia reconta votos: 1ª-ministra reconduzida, mas sem "1º parlamento de maioria feminina" no país campeão da equidade 01 Outubro 2021

A Islândia viveu a ilusão de fazer história com a eleição de 33 mulheres entre 63 deputados — inédito na Europa — nas legislativas deste sábado, 25. Mas os resultados definitivos puseram os pontos nos is ... e eis os números exatos da eleição: 30 mulheres (47,6%) e 33 homens (52,3%).

Islândia reconta votos: 1ª-ministra reconduzida, mas sem

O presidente Gudni Johannesson exprimiu contentamento: "À luz da história não só nacional mas também internacional, tem extraordinário significado esta notícia de que as mulheres são pela primeira vez maioria no parlamento da Islândia, e também na Europa. Esta é uma boa notícia", disse o chefe de Estado antes do balde de água fria da recontagem.

A Islândia tem liderado na equidade de género. No mais recente relatório do Fórum Económico Mundial, este ano, foi pela 12ª vez consecutiva classificada como a nação mais igual a nível mundial.

Alguns marcos de equidade : ambos os pais têm a mesma licença de parentalidade; desde 1961, legislou pelo pagamento igual por trabalho igual para homens e mulheres; em 1980 foi o primeiro país a eleger uma presidente, Vigdís Finnbogadóttir que presidiu ao país dos vulcões entre 1 de agosto de 1980 e 1 de agosto de 1996. Nascida em 1930, a professora liceal notabilizou-se pela participação ativa em manifestações lideradas por mulheres que queriam retirar a base dos Estados Unidos instalada no país desde 1951 — o que foi determinante para a sua eleição.(Presidente da Islândia reeleito com 92,2% vs. 7,8%, 28.jun.020).

Governação de Katrin Jakobsdottir

O país insular de trezentos e sessenta mil habitantes reconduziu a primeira-ministra Katrin Jakobsdottir (foto) à liderança do executivo, apoiada pela coligação entre o Movimento Esquerda Verde, Partido do Progresso e Partido da Independência, com 37 assentos no parlamento.

A governação de Katrin Jakobsdottir, de 46 anos de idade (foto), destaca-se ainda por ter liderado o único governo que na última década completou o seu mandato (2017-21).

A nação insular — que ocupa o topo dos principais rankings mundiais de desenvolvimento económico e social — teve a sua história recente marcada por crises políticas. Entre 2007 e 2017 a Islândia passou por uma série de escândalos que minaram a confiança do eleitorado na sua classe política.

O plebiscito de sábado indica que a primeira-ministra mantém a sua popularidade. Como líder da coligação entre ecologistas, conservadores e agrários, obteve mais dois assentos que em 2017.

Além da coligação governamental, anteveem-se outras, propiciadas pelo facto de que oito partidos vão entrar no parlamento. Os islandeses atribuem enorme importância à instituição, designada Althing, que é uma das mais antigas do mundo: completou 1.100 anos.

Fontes: DW/Euronews/BBC/AFP. Relacionado: Legislativas na Islândia: 1ª-ministra reconduzida, governo de maioria feminina", 27.set.021. Fotos (EPA) Líder dos Verdes (desde 2013) e do governo islandês (2017-2024), Katrin Jakobsdottir durante a votação de sábado. (Inserida) A erupção do vulcão Fagradalsfjall tornou-se ao 181º dia, a 16-9, a mais longa do século XXI.

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