INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Israel: Legislativas unem rivais para abater Netanyahu e perfume polémico 21 Mar�o 2019

Ambos serão primeiros-ministros, com dois anos e meio para cada um segundo a ordem alfabética, prevê a aliança entre o general Benny Gantz, ex-CEMFA, e o centrista Yair Lapid. Rivais, uniram-se numa única lista para derrubar nas próximas eleições, em abril, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu concorrente ao seu quarto mandato no executivo de Israel.

Israel: Legislativas unem rivais para abater Netanyahu e perfume polémico

A coligação de dois parece estar a ser liderada todavia por Benny Gantz ( (foto à esquerda)), do partido Kahol Lavan, que defende o endurecimento da ação de Israel sobre os "terroristas" palestinos. Como diz um politólogo: "Quem viu Netanyahu, ainda não viu Gantz".

Gantz, em três entrevistas nas principais televisões do país difundidas na noite de terça-feira, 19, afirma que espera obter 40 dos 120 lugares do parlamentares.

A gestão dos egos terá, pois, de ser tão arrojada como a aliança estratégica dos dois rivais do atual primeiro-ministro, que corre para o seu terceiro mandato consecutivo.

Primeiro-ministro entre 1996 e 1999, Netanyahu conseguiu manter-se no cargo em duas legislaturas sucessivas desde 2009 graças às coligações com partidos nacionalistas, religiosos e outros do centro-direita à direita.

O Likud que obteve nas eleições de 2014, trinta dos 120 lugares, entrou em negociações com dez partidos para alcançar 61 lugares no Knesset (Parlamento) contra os 59 da oposição de centro-esquerda e esquerda.

A campanha eleitoral já começou e nela destaca-se a ministra da justiça, Ayelet Shaked (de vermelho na foto), que usou as redes sociais — já que a lei só permite publicidade nos media nas duas semanas anteriores à data das eleições — e tem online um vídeo polémico.

O vídeo tem o objetivo confesso de desmontar a acusação de fascista que foi col(oc)ada a Ayelet Shaked, do Partido Nova Direita, coligado com o Likud de Netanyahu. A ministra da Justiça, que em 2017 e 2018 foi considerada a personalidade mais influente em Israel, defende o que é tido como uma "política xenófoba, anti-imigração designadamente dos judeus etíopes".

O vídeo apresenta a candidata a mais um governo de Netanyahu a perfumar-se com uma fragrância com o rótulo "fascismo" (foto à direita) enquanto diz: "Para mim, isto é o perfume da democracia".

A mensagem quer desafiar os adversários da política que Shaked defendeu nos quatro anos em que foi ministra da Justiça. Ela reafirma assim que o seu programa que inclui a ’revolução judiciária’ é a quinta-essência da democracia.

Mas...

A interpretação ficou aquém. Não só os adversários viram no vídeo uma clara demonstração de que a candidata se orgulha do fascismo, mas também os aliados do partido nacionalista expressaram indignação com o vídeo.

Como um jornalista comentou: "Todos os que não sabem que a esquerda acusa Shaked de fascismo vão compreender que ela apoia o fascismo ao apresentá-lo como democracia", tuìtou Eylon Levy, da estação i24.

"Senti-me envergonhado, como é que vocês (do partido Likud, liderado por Netanyahu) deixam a ministra fazer uma coisa destas?", reagiu, também no Twitter, Yehoudit Shilat, dirigente do partido religioso Lar Judeu, que integra a coligação de onze partidos que viabilizaram o governo.

Grupos feministas, tanto de esquerda como de direita, também criticaram a ministra por "alimentar os preconceitos sexistas".

Fontes: Haaretz/LE Monde/ Times of Israel

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





Mediateca
Cap-vert

Uhau

Uhau

blogs

publicidade

Newsletter

Abonnement

Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project