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Israel: ’Oligarcas’ de Putin são balão de oxigénio para mercado imobiliário de luxo, pagam ‘cash’ rendas de $50 mil mês 25 Mar�o 2022

O Estado de Israel abre-se como porto seguro para os oligarcas russos que procuram a cidadania israelita para poderem aceder às suas contas bancárias e outros ativos sob ameaça de sanções. Ainda sem cidadania ou autorização de residência, buscam primeiro fixar-se — o que fez elevar o mercado do imobiliário de luxo, à volta de Telavive com as rendas mensais a atingirem até mais de 50 mil dólares.

Israel: ’Oligarcas’ de Putin são balão de oxigénio para mercado imobiliário de luxo, pagam ‘cash’ rendas de $50 mil mês

A notícia do Haaretz, que esta sexta-feira traz à luz o impacto desta nova imigração russa sobre o mercado imobiliário, refere os preços altíssimos que os oligarcas russos estão prontos para pagar por uma casa num dos bairros mais seletos à volta de Telavive (foto).

O Estado de Israel é ponto de chegada de outro tipo de oligarcas pró-Putin por estes dias sancionados pelo ’Ocidente’. São os que não têm laços com o judaismo ao contrário da leva de judeo-descendentes que em Israel encontraram saída para as ameaças.

Se volátil é o mundo dos mega-milionários favorecidos pelos sistemas pouco-democráticos a que se associam, como mostram as flutuações das fortunas (segundo as publicações a elas dedicadas), certo é que Estados há dentro da OCDE (e Israel é disso paradigmático) que se abrem como porto seguro para os oligarcas russos que têm a corda das sanções a aproximar-se.

"Non olet". Um dos Contraditados publicados em 2003 e 3004 neste ASemana refere o axioma da Roma da aurea aetas/idade áurea. Trata-se dum episódio que envolve um político e um magnata. "Non olet", dizia o poderoso político romano ao recolher benesses de pessoas de reputação nada olorosa, longe pois da malva-cheirosa.

Poder municipal trava especulação

Em 2014, a autoridade municipal, A Administração de Habitação de Telavive, deu um passo histórico, que agradou a troianos mas não a gregos: criou e aplicou legislação para travar a especulação imobiliária em bairros como os da foto.

O modus operandi passou por publicar anúncios nas redes sociais (Facebook e websites dedicados) em que o prospetivo inquilino tinha garantia de que ia assinar um "contrato justo" com o senhorio, segundo os termos da intermediação municipal.

O Haaretz não o diz explicitamente. Mas nas entrelinhas fica que a questão do dinheiro vivo está a ser uma forma de contornar a reta linha do "contrato justo" da intermediação municipal.

Leitores dos subentendidos, os assinantes do Haaretz expressam-se irónica ou sarcasticamente sobre essas novas relações que se vão criando, neste contexto de acolhida dos oligarcas pró-Putin. Foto: O município da capital interveio no mercado de alojamento e implementou um "contrato justo", mas em bairros seletos a lei tem malhas fugidias.

Fontes: Haaretz/Arquivo. Relacionado: Invasão russa da Ucrânia: Ocupas querem refugiados a morar em casas de oligarcas de Putin em Londres, 12.mar.022; Guerra Rússia/Ucrânia: Oligarcas russos alvo de sanções refugiam-se em Israel, 12.mar.022.

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