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Israel-Palestina: Mísseis fazem centenas de vítimas 17 Maio 2021

Oito crianças e duas mulheres da mesma família morreram no campo de refugiados que Israel bombardeou este sábado de manhã. Outros bombardeamentos destruíram edifícios: os Palestinos atingiram um palácio de Telavive e uma pessoa morreu e, em Gaza, Israel atingiu o edifício que acolhe as agências da AP e BBC. O reacender nos últimos dias do conflito israelo-palestino, com 132 mortes na Palestina e oito em Israel e uma estimativa de 450 feridos, urgiu a reunião de amanhã (domingo, 16) do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Israel-Palestina: Mísseis fazem centenas de vítimas

Desde segunda-feira à noite que o conflito palestino-israelita ganhou outra dimensão, com o envolvimento da IDF, as forças de defesa de Israel a bombardear alvos na Faixa de Gaza e Cisjordânia, e a resposta do Hamas. Uma escalada verificada após os recontros entre a polícia e moradores do bairro de Sheikh Al-Jarrah do último fim de semana.

A polícia foram mandada para reprimir os palestinos que se manifestavam contra a ameaça de despejo das suas casas, tentada desde há longos anos — contra mais de setenta palestinos — por grupos de pressão israelitas enquanto "os tribunais nada decidem".

Estados Unidos, União Europeia, Nações Unidas, Rússia, os países árabes vizinhos que aceitaram reatar relações com o Estado sionista...todos todavia ouviram Netanyahu a defender a sua política na região: "O Estado de Israel não pode permitir nenhum radical de destruir a ordem", afirmou o primeiro-ministro, no domingo 09.

Este sábado também a televisão pública apresentou a versão oficial: o bombardeamento foi realizado contra "figuras de topo do Hamas que estavam reunidas no edifício de três pisos instalado no campo de refugiados de Gaza".

A culpa pela morte de civis deve ser imputada pois aos palestinos, segundo as fontes militares de Israel, citadas pelos media públicos sem qualquer referência a eventuais vítimas do Hamas.

Pano de fundo: 73 anos da Nakbah

A guerra da Palestina, de dezembro de 1947 até janeiro de 1949, recebeu dos historiadores palestinos a designação de Nakba/al-Nakbah, "desastre", "catástrofe", ou "cataclismo". Uma catástrofe que começou com a expulsão de mais de 700 mil árabes palestinos e perdura até hoje.

Esse número, que representava metade da população da Palestina antes da guerra, era constituído por pessoas que ou fugiram ou foram expulsas das suas terras pelos judeus — que, na sua maior parte (ironia da história), tinham escapado ao Holocausto nazi.

Entre quatrocentas a seiscentas aldeias da Palestina foram saquedas durante a guerra enquanto a Palestina urbana foi quase toda destruída. Para alguns historiadores, como Constantin Zureiq que em 1948 usou o conceito Nakba pela primeira vez, tratou-se de uma limpeza étnica.

Fontes: BBC/AP/DW/Corriere della Sera/Times of Israel. Relacionado: EUA, UE, ONU alertam Israel contra ocupação de casas de 70 palestinos — Netanyahu defende política contra os "que invadiram Jerusalém", 10.mai.021. Fotos (captura de ecrã BBC): Atingido por míssil, colapsa o Al-Jalaal — prédio que sedia a AP, BBC, e outros ’media’ estrangeiros.

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