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Israel repete legislativas — Netanyahu falha em formar governo 31 Maio 2019

As negociações no Knesset, o parlamento do Estado de Israel, tinham um prazo até à meia-noite de quarta-feira, 29, mas o primeiro-ministro, que em 9 de abril obteve ’ex-aequo’ 35 assentos com o partido do ex-CEMFA Benny Gantz, não conseguiu acordo para formar governo. O prazo terminou e na manhã de quinta-feira o presidente Reuven Rivlin disse que apesar de "tudo ter feito para evitar novas eleições", estas vão mesmo acontecer a 17 de setembro.

Israel repete legislativas — Netanyahu falha em formar governo

As expectativas de Netanyahu para o seu quarto mandato goraram-se. Embora o resultado das legislativas da segunda terça-feira de abril, há sete semanas, fosse um ex-aequo com o partido "da direita dura" dos rivais que se uniram para o derrubar, o general Benny Gantz, ex-CEMFA, e o centrista Yair Lapid — que idearam uma inovadora partilha de poder, com dois anos e meio para cada um segundo a ordem alfabética —, o Likud esperava manter-se no poder, por força da habitual coligação com os partidos nacionalistas, religiosos e outros do centro-direita à direita.

A dissolução do Knesset acontece ao fim de negociações muito aguerridas nas últimas semanas. Bem que o presidente Rivlin exortou os partidos com assento no parlamento a chegarem a acordo. Debalde: os desacertos sobre a partilha de poder acompanharam as conversações entre partidos da coligação até ao desfecho nesta quarta-feira à meia-noite.

Nesta terça-feira, por exemplo, enquanto Levin do partido Likud culpava Liberman, do partido de centro-direita Yisrael Beyteinu (Israel Nossa Casa), que segundo alega queria três ministérios, o visado desmentia-o.

O ’populista’ Avigdam Liberman — que em dissídio com Netanyahu fundou o partido em 1999 — disse com todas as letras: "Levin é mentiroso". "Ele devia estar no Guinness book of records como o maior mentiroso de todos os tempos".

Falhou negociação com os conservadores, liberais… da direita à esquerda

Benjamin Netanyahu falhou também as negociações com a esquerda. Como ele disse na terça-feira, 28, ofereceu a Defesa e mais três ministérios ao partido do centro-esquerda Labor, de Avi Gabbay, que obteve seis assentos. Em vão, pois o atual líder do partido que em 1969 teve na líder Golda Meir a primeira e única primeira-ministra de Israel (a terceira em todo o mundo, após a indiana Indira Gandhi, em 1966, e, no Sri Lanka, Sirimavo Bandaranaike, em 1960).

O atual primeiro-ministro, que prometeu no seu discurso de vitória na noite de terça-feira que "o governo será de direita mas eu serei o primeiro-ministro de todos", vai ter de esperar até setembro para saber se ao fim de dez anos consecutivos vai conseguir manter-se no cargo, a caminho das três legislaturas sucessivas — a quarta no total, depois do 1º mandato em 1996 —, decerto por força das coligações, dada a dispersão de votos por dez, onze partidos com assento no Knesset

Em abril, o Likud até que pôde melhorar o número de assentos obtidos nas eleições de 2014, quando obteve apenas trinta dos 120 lugares do XXI Knesset e todavia as negociações com dez partidos lhe permitiram alcançar a maioria parlamentar, com 61 lugares contra 59 da oposição de centro-esquerda e esquerda.

Mas ao invés do acordo acontece a dissolução do parlamento. Acusações, de todos os lados, expectativas frustradas, negociações goradas … enfim, nada de novo debaixo do sol. Mas nova é, nos cinquenta anos de eleições democráticas no Estado de Israel, esta repetição das eleições.

Fontes: Times of Israel/N Y times/ Haaretz/ Jerusalém Post/ Washington Post. Foto: Em 9 de abril, Netanyahu estava confiante de a vitória significava um 4º mandato, a caminho de ser o PM mais longevo no Estado de Israel, recorde até agora detido por David Ben-Gurion, o pai-fundador do Estado de Israel em 1948. LS

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