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Itália captura assassino de juízes anti-máfia foragido há 30 anos 16 Janeiro 2023

Esta segunda-feira a polícia militarizada entrou numa clínica privada de Palermo e saiu com Matteo Messina Denaro, de sessenta anos e que, desde há trinta anos, era procurado por mais de uma centena de crimes, incluindo a morte, em 1992, dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino.

Itália captura assassino de juízes anti-máfia foragido há 30 anos

O Denaro mafioso "desde menino" conseguiu durante quase trinta anos escapar à captura ordenada após a sua fuga. Fugitivo, continuou a participar em crimes e foi condenado in absentia à prisão perpétua numa cadeia de alta segurança.

Hoje, os Carabineiri, a polícia militarizada, e a polícia de ordem pública, a Polizia di Stato congratularam-se nos respetivos sites pela captura do perigoso sexagenário, na lista dos mais infames do crime no ranking da revista Forbes.

Denaro estará envolvido em dezenas de mortes e mais de uma centena de tentativas. Além disso, é-lhe atribuída a participação em diversos atentados em Palermo, Roma, Milão e Florença que além das vidas perdidas destruiram património artístico de valor elevadíssimo.

O mafioso Denaro mostrou-se particularmente impiedoso ao organizar o rapto do filho dum ex-mafioso, Santino, que ajudou a justiça a desmembrar um ramo da Cosa Nostra. A criança foi mantida sequestrada durante dois anos e uma semana e, por fim, foi estrangulada e o seu cadaverzinho dissolvido em ácido.

Diabólico, o último dos padrinhos

Matteo Messina Denaro entrou na vida mafiosa "desde criança" e é tido como o sucessor dos últimos padrinhos da máfia, Toto Riina e Bernardo Provenzano, que morreram na prisão em 2016 e 2017.

O FBI considera-o um dos mais notórios narcotraficantes e traficante de armas ao nível planetário. Suspeita-se que ele terá passado por várias cirurgias plásticas que lhe terão permitido mexer-se planeta fora durante tanto tempo.

A sua detenção na clínica "onde estava a fazer quimioterapia" resultou, como explicou em conferência de imprensa o general Pasquale Angelosanto. de uma aturada vigilância, que incluiu o monitoramento de uma sobrinha do criminoso.

A clínica La Maddalena alega que desconhecia esse passado atroz do paciente de cancro (do cólon) que se apresentara com um nome falso.

Fontes: Repubblica/Corriere de la Sera/Polizia di Stato.org/...

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