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Guiné-Bissau: JOMAV pede mais uns dias para anunciar se é candidato às presidenciais 19 Agosto 2019

O chefe de Estado da Guiné-Bissau pediu, este sábado, aos seus apoiantes mais uns dias para anunciar se é candidato às eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro. Mas José Mário Vaz, segundo observadores internacionais, é o principal responsável da crise politica que se viveu nos últimos cinco anos na Guiné-Bissau, recusando nomear o primeiro-ministro escolhido democraticamente pelo povo (Domingos Simão Pereira), por problemas pessoais - ficou por isso conhecido como o Pôncio Pilatos da Guiné.

Guiné-Bissau:  JOMAV pede mais uns dias para anunciar se é candidato às presidenciais

“Peço mais uns dias”, disse, segundo a Lusa, o Presidente guineense num encontro, que reuniu centenas de apoiantes provenientes de várias regiões da Guiné-Bissau, organizado pela Plataforma de Apoio a Jomav, nome pelo qual é conhecido o chefe de Estado.

“Peço-vos só uns dias e daremos uma resposta. Daremos uma resposta em função de tudo aquilo que aqui disseram”, salientou o Presidente.

O Presidente guineense terminou o mandato em 23 de junho, mas vai permanecer no cargo até à eleição de um novo chefe de Estado.

A primeira volta das presidenciais na Guiné-Bissau está marcada para 24 de novembro, a segunda volta, caso nenhum candidato obtenha a maioria dos votos, está prevista para 05 de janeiro.

Dos vários possíveis candidatos às presidenciais do país, até ao momento, já confirmaram a sua candidatura dois antigos primeiros-ministros do país, nomeadamente Carlos Gomes Júnior, como independente, e Umaro Sissoco Embalo, candidato do Movimento para a Alternância Democrática, partido criado em 2018 e que foi o segundo mais votado nas legislativas de 10 de março, lembra a Lusa.

Pôncio Pilatos da Guiné de volta?

Entretanto , José Mário Vaz, segundo observadores internacionais, é o principal responsável pela crise que se viveu nos últimos cinco anos em Guiné-Bissau, recusando nomear o primeiro-ministro escolhido democraticamente pelo povo (Domingos Simão Pereira), por problemas pessoais. Por isso, ficou conhecido como o Pôncio Pilatos da Gunié. Isto numa anologia ao Pôncio Pilatos, que foi um governador romano, da província da Judeia, que condenou Jesus à morte na cruz por insistência dos sacerdotes judeus. Assim sendo, a sua candidatura, segundo várias fontes, não é bem-vinda junto de um estrato significativo da sociedade guineense - os partidos que escolheu - excluindo o mais votado (PAIGC) para formar vários governos de iniciativa presidencial (PRS e elementos do atual MADEM-15) saíram todos derrotadas nas últimas eleições legislativas de Março deste ano.

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