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PAICV responsabiliza o Governo por alegado envolvimento em atos de “criminalidade” no País 07 Janeiro 2022

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (oposição) exige, hoje, que o Governo de Ulisses Correia e Silva esclareça aos caboverdianos sobre os atos de criminalidade que acontecem no País. O membro da Comissão Política Nacional Fidel Cardoso de Pina, que é tambem lider da JPAI, diz esperar que o Governo fale a “verdade” a todos sobre os factos que possam beliscar a imagem do executivo, mas também de instituições tão importantes como a Polícia Nacional (PN) e a Polícia Judiciária (PJ).

PAICV responsabiliza o Governo por alegado envolvimento em atos de “criminalidade” no País

“Por estes dias as imprensas nacionais e internacionais trouxeram a público alegações e suspeições sobre um suposto envolvimento do atual Ministro da Administração Interna, numa operação, supostamente planeada e executada fora dos perímetros legais, em circunstâncias que indiciariamente configuram crime e que desembocou na morte de uma pessoa”, aponta o prta-voz do maior partido da oposição.

O PAICV entende que o Governo não pode “ignorar” que do seio da Polícia Nacional vêm denúncias de outras situações graves de perseguição, discriminação e ajuste de contas com os profissionais considerados incômodos, chegando alguns a afirmar que vivem na instituição um verdadeiro terrorismo promovido pelo próprio titular da pasta da Administração Interna.

“O PAICV espera que medidas sejam tomadas para o total esclarecimento da situação para que não sejam postas em causa a imagem e a credibilidade do Estado de Cabo Verde, e principalmente, do Governo, da Polícia Judiciária e da Polícia Nacional. Aliás, o Primeiro Ministro, o seu Governo e o Ministro da Administração Interna, que agora romperam, parcialmente, o silêncio, tenham uma verdadeira reação, que estejam dispostos a confrontação bem como de ir até às últimas consequências, esclarecendo ao pormenor os factos relacionados com este escândalo”, manifesta.

O jovem membro da Comissão Poltica Nacional é da opinião que a atitude do Governo é, no mínimo, “irresponsável”, porque num Estado de Direito Democrático todos, principalmente o Governo que está investido para zelar pelos interesses de todos, estão sujeitos ao escrutínio do povo, diretamente ou através dos seus legítimos representantes.

“Cabo Verde é um Estado de Direito Democrático e a governação do país deve-se pautar pela ética, transparência e boa gestão da coisa pública. A transparência é sem dúvida um imperativo do qual o Governo não pode ignorar. Assim igualmente, o exercício de cargos políticos e públicos é uma função nobre que demanda de todos, a todo tempo, rigor, transparência, ética e responsabilidade no dito exercício”, argumenta.

Cardoso de Pina recorda ainda que este episódio, estas suspeições bem como os supostos factos são recorrentemente relatados e reconfirmados na imprensa cabo-verdiana por parte de duas altas e experientes patentes da Polícia Nacional na reforma.

“Perante esta situação, o Governo, num primeiro momento, fingiu-se de morto, ignorou todas as denúncias para só acordar depois da questão ser levada à plenária da Assembleia Nacional pelo instituto de Declaração Política promovida pelo Grupo Parlamentar do PAICV. Mesmo assim, o Governo não se coibiu de desferir os seus habituais ataques a tudo e a todos e, como não podia deixar de ser, ao PAICV que acusa tratar a questão com ligeireza e despudor”, anota.

De acordo com Fidel Cardoso de Pina, não se exige do Governo nada de extraordinário a não ser o cabal esclarecimento, com verdade, a todos os cabo-verdianos, de todos os factos que possam beliscar a imagem do executivo, mas também de instituições tão importantes como são a Polícia Nacional e a Polícia Judiciária.

O PAICV saúda a declaração política do Grupo Parlamentar, feita no Parlamento, que já teve o “mérito de retirar o Governo do silêncio profundo e cúmplice” em que se encontrava, ignorando as denúncias graves feitas por Órgãos da Comunicação Social, mas também, por altas patentes da Polícia Nacional que já desempenharam cargos de elevadas responsabilidades e cuja reputação está acima de todas as suspeitas.

“Todos já estavam a estranhar o grande silêncio do Primeiro Ministro e do próprio Governo perante um caso que, até prova em contrário, tem contornos de um grande escândalo nacional, de consequências imprevisíveis”, conclui aquele membro da Comissáo Poltica Nacional do maior partido da oposição.

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