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Janeiro mês mais fatal 08 Fevereiro 2021

A leitura esta semana dos dados de covidometria — cientes embora de que a morte nunca deve ser (só) um número — mostra que em janeiro transato ocorreram mais óbitos no mundo, acima de 80 mil, devidos à Covid-19 iniciada em Wuhan, China. Segundo a Universidade da Califórnia, o primeiro dia do ano é aquele em que se registam mais mortes a nível mundial.

Janeiro mês mais fatal

Só teremos uma compreensão mais clara permitida pelo estudo científico. E em termos de trabalho de coleta de dados relativos à Covid-19, apesar do enorme trabalho da Johns Hopkins University é divulgado através do Worldometers, só daqui a muitos anos, talvez uma geração (medida em 25-30 anos) teremos dados de que podemos partir para uma análise necessariamente complexa — mais complexa que a da Universidade da Califórnia.

Vinte e cinco anos também levou a coleta de dados relativa ao "dia mais fatal". A maior taxa de mortalidade no primeiro dia do ano inclui-se na taxa mais elevada que rodeia a quadra festiva de mortes. Mortes não só por homicídios, suicídios, acidentes, como já se sabia, mas também por causas naturais (velhice, doença).

A referida universidade apurou estes factos com base em dados coletados ao longo de 25 anos, nas certidões de óbito (26 milhões) emitidas por conservatórias dos Estados Unidos — que segundo os cientistas é o país-referência universal.

O relatório da U.California-San Diego, de 2016, levou alguns a reagir com surpresa: "Como? Como, quando se sabe que após a festa, tresnoitada e muito etilicamente regada, a maioria dos festeiros dorme o dia todo?" Replica-se: "E as horas que começam à meia noite e só findam ao fim da festa, talvez no Sambrás — que pode fazer do primeiro de janeiro um dia sem dormir?"

A ciência todavia apresenta provas do maior luto na quadra natalícia, ou seja o período de duas semanas abrangendo o Natal e o Ano Novo. E o estudo científico que foi quase três anos depois retomado em vários média (The Independent, Inquisitor), continua a suscitar a interrogação ’Porquê’? Um mistério a resolver.

Menos misteriosa, diria até filosoficamente pragmática, é a expressão popular de que "após a festa morrer é nada" que sintetiza toda uma omnisciência vivida. Mas que pode ser impertinente em extremo, na assombração da pandemia em curso.
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Fontes: Referidas/. Relacionado: Pior dia do ano, 02.mar.019; Portugal é 1º mundial em casos diários de Covid, e vacinação para 80+anos arrancou dia 1-2 ..., 02.fev.021. Foto: A vacinação é só mais um fator de proteção, que deve ser acompanhado de medidas (básicas e prescritas) responsabilizantes de cada um dos 7.844.349.652 (mais de sete mil (milhões ) e oitocentos milhões de habitantes da Terra.

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