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Japão-Legislativas: Vitória de irmão de Shinzo Abe ajudada por Igreja contra a qual homicida do ex-PM tinha litígio que motivou o crime 29 Julho 2022

O ministro japonês da Defesa Nobuo Kishi (foto à d.ta) confirmou na terça-feira que em eleições anteriores recebeu ajuda de membros da Igreja da Unificação. A mesma que está a ser investigada após surgir mencionada nas declarações à polícia feitas pelo autor do atentado que no dia 8 tirou a vida ao ex-chefe do governo Shinzo Abe.

Japão-Legislativas: Vitória de irmão de Shinzo Abe ajudada por Igreja contra a qual homicida do ex-PM tinha litígio que motivou o crime

O ministro, irmão mais novo de Shinzo Abe, integra a longa lista de deputados que declararam ao longo deste mês que mantinham relações com o grupo religioso, cujo nome completo é Federação da Família para a Paz Mundial e Unificação, mencionado pelo autor do atentado — Yamagami de 41 anos (foto inserida ao alto)—, nas suas declarações à polícia.

"Mantive contacto com alguns membros da igreja e recebi ajuda deles como voluntários", disse o ministro de 63 anos. O irmão, Abe, morreu há três semanas aos 67 anos quando discursava num comício do PLD-Partido Liberal Democrata.

O ministro da Defesa explicou, esta terça-feira, que a ajuda de algumas pessoas do grupo religioso é importante no sentido de reforçar o número de eleitores e que em cada ato eleitoral a questão é discutida no seio do PLD.

Declarações do assassino de Abe

Tetsuya Yamagami, cujo julgamento está previsto manter-se até 29 de novembro, encontra-se detido na ala psiquiátrica da prisão. Nas declarações que fez até agora, referiu que em setembro teve acesso a um vídeo em que Abe dirigia uma mensagem a um evento organizado por uma associação ligada à Igreja e, ainda, que Nobusuke Kishi, o avô de Abe, que foi também primeiro-ministro, é "culpado de ter introduzido no Japão a seita sul-coreana Moon", a Igreja da Unificação fundada em 1954 na Coreia do Sul.

Yamagami referiu que a sua própria mãe fez doações tão avultadas à "seita sul-coreana" que causou a ruína da família. A tal ponto que ele próprio decidiu, em ato de desespero, ajudar os irmãos a obter dinheiro dum seguro de vida, para o que tentou o suicídio.

Sobre a alegada ligação a essa igreja, o secretário-geral do LPD, Toshimitsu Motegi, afirmou em comunicado à imprensa que o partido no poder não mantém nenhuma relação organizacional com a ’Igreja Moon’, de orientação cristã.

Mas perante a insistência da imprensa sobre se o PLD vai investigar membros do partido — apontados como tendo recebido doações da igreja e ou participado em eventos dos grupos ligados à Igreja da Unificação —, Motegi afirmou que recordará aos correligionários o seu dever de enquanto deputados manter uma atitude "cuidadosa e ponderada" na sua relação com as organizações sejam quais forem.

Fontes: Reuters/Japan Times/AP/NHK/BBC. Fotos: O ministro japonês da Defesa Nobuo Kishi. Em capturas de ecrã da televisão pública NHK: Shinzo Abe, o mais longevo primeiro-ministro do Japão, discursava num comício do PLD quando foi atingido a tiros de uma arma fabricada pelo próprio atirador, Tetsuya Yamagami, que foi detido pela polícia, ainda no local. O reverendo Moon e esposa de amarelo.

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