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Japão: Primeiro-ministro escolhe ministro da cibersegurança que nunca usou um computador 27 Novembro 2018

Yoshitaka Sakurada, o ministro da cibersegurança, que Shinzo Abe investiu no cargo há um mês, também tem poucos conhecimentos sobre ...cibersegurança, revelou o próprio em audiência na quinta-feira, 22. Uma semana antes, no dia 14, tinha explicado que sabe usar um smartphone mas não um computador pessoal.

Japão: Primeiro-ministro escolhe ministro da cibersegurança que nunca usou um computador

"Eu próprio não estou muito familiarizado com as questões de cibersegurança", disse o ministro na quinta-feira, 22, na sua primeira sessão de debate sobre a revisão do "Decreto-Lei de Cibersegurança".

A minimizar o que muitos criticaram como uma lacuna ’inaceitável’, o ministro afirmou que " o essencial é que como ministro eu possa defender, inequivocamente, as questões trabalhadas com os meus assessores técnicos na matéria".

Ora o advérbio "inequivocamente" é que tem sido o ’calcanhar de Aquiles’ do ministro Sakurada, como relatam os média nacionais, e citados pelos internacionais de referência. Um deles, o Japan Times relata que durante a referida sessão, na quinta-feira, 22, "Sakurada teve dificuldades em fazer uma leitura correta de tais documentos", previamente preparados pelos seus assesores".

"Errou também na compreensão de perguntas que os parlamentares lhe fizeram, além de ter dado outras respostas desajustadas", aponta cruamente a referida fonte, neste domingo, 25.

A bancada da oposição não se coibiu em criticar a escolha do primeiro-ministro Shinzo Abe para a sensível pasta da Cibersegurança. "Este ministro de Cibersegurança que não usa um computador e nada sabe de cibersegurança só pode trazer perdas à economia do Japão".

Sakurada encolhe os ombros e diz que tem secretários e outros funcionários para teclar o que ele dita. "Para o meu dia-a-dia, o smartphone serve-me perfeitamente", rematou na quinta-feira, 22.

Revisão da lei com vista a Tóquio 2020

A revisão da lei acabou por ser aprovada pelos votos do Partido Democrático Liberal, que tem a maioria no parlamento japonês.

As principais alterações dizem respeito às medidas de cibersegurança perspetivadas para as Olímpiadas de Tóquio em 2020.

Entre as medidas votadas, na quinta-feira, estão a criação de um "conselho facilitador da partilha de informação entre os setores público e privado, com o objetivo de reforçar a prevenção de possíveis ciberataques" durante os Jogos Olímpicos e Para-Olímpicos (N.R.: Evitar ’Paralímpicos’).

Fontes: Japan Times/NY Times/The Guardian.

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