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Japão: Supremo confirma pena capital de ’viúva negra’ suspeita na morte de 7 maridos 02 Julho 2021

O tribunal de último recurso rejeitou o apelo da septuagenária Chisako Kakehi, que foi há dois anos condenada à pena de morte por vários conjugicídios todos motivados pela herança. "Mesmo tendo em consideração a atenuante que é a sua idade avançada, este tribunal confirma que a ré tem de cumprir a pena de morte", sentenciou esta terça-feira o juiz-presidente.

Japão: Supremo confirma pena capital de ’viúva negra’ suspeita na morte de 7 maridos

"Ela usou a agência matrimonial para entrar em contacto com vítimas idosas e sucessivamente matou-as com veneno", disse o juiz Yuriko Miyazaki na leitura do acórdão. "Trata-se de um crime hediondo cometido com intenção".

A mulher, Chisako Kakehi, detida em 2014 aos 67 anos, foi em junho de 2017 condenada pelo homicídio de três cônjuges e a tentativa contra um quarto.

O tribunal de recurso de Osaka, a 3ª cidade mais povoada do Japão, recusou a perícia psiquiátrica pedida pela defesa a alegar que a septuagenária sofre de demência. "Ela usou de premeditação em todos esses crimes", com administração de cianeto que ela mesma processava, como a investigação policial apurou, baseada em provas encontradas no jardim da casa dela.

A agora septuagenária usou diversas vezes o mesmo modus operandi. Encontrava os homens em agências matrimoniais onde pedia sempre que fossem ricos e sem filhos. Algum tempo depois, assassinava-os pondo-os a ingerir o cianeto administrado numa bebida.

Primeiro matou em 2007 o marido Isao Kakehi, de 75 anos, de quem herdou um bilião de ienes (c. 913 milhões CVE). Terá feito maus investimentos que a deixaram na falência e mudou de Kyoto (a mais de 350 km de Tóquio) para Osaka.

Em cada nova cidade, a viúva, às voltas com dívidas, voltou a matar para obter os seguros de vida de cada novo companheiro. Em Osaka matou o segundo companheiro, de 71 anos. Em Hyogo, voltou a matar o terceiro, de 75 anos. A quarta vítima, de 79 anos, conseguiu escapar à morte.

Suspeita na morte de sete a dez homens, a maior parte deles parceiros íntimos e três associados, a investigação apenas conseguiu provar três homicídios e uma tentativa.

Viúva negra, a aranha

Na natureza a aranha conhecida por "viúva negra", a tredecimguttatus (por ter 13 manchas alaranjadas), carateriza-se por canibalizar o macho, que supera pelo poder do veneno e dimensão (7-15 mm) do corpo que chega a ser o dobro do dele (4-7 mm). O veneno que a fêmea expele pode ser fatal para o gado e pessoas.

No Japão, encontram-se atualmente três mulheres, duas delas "viúvas negras", no corredor da pena capital. Antes de Chisako Kakehi, foi Kanae Kijima de 37 anos que fez manchetes no império nipónico e além.

Em 2009 Kanae Kijima matou três homens e simulou que se tratava de suicídios. Tinha entrado em contacto com todos eles a partir de websites de "encontros românticos".

Também em 2009 Miyuki Ueta, de 40 anos, matou dois homens por afogamento após lhes misturar entorpecentes em bebidas. Tudo para não ter de lhes devolver o dinheiro que ela, dona de um bar, lhes devia.

Singular também é o homicídio do milionário Kosuke Nozaki, de 77 anos, ocorrido em maio de 2018 na sua casa de Tanabe, no nordeste japonês, poucos meses depois do seu casamento com Saki Sudo, de 22 anos. Três anos depois, em 15 de maio corrente, a jovem viúva foi indiciada por um tribunal de Tóquio, quatro meses após a imprensa noticiar que ela ia mudar para o Dubai.

Fontes: CNN/Japan Times/CNA/...

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