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Japão cede gás natural à Europa 11 Fevereiro 2022

Japão contribui para a reserva estratégica de energia na Europa. O governo de Tóquio anunciou esta quarta-feira que vai enviar gás natural liquefeito para o velho continente. O objetivo é prevenir uma rutura no abastecimento, à medida que as tensões entre a Rússia e a Ucrânia aumentam.

Japão cede gás natural à Europa

"O Japão assegurou até agora gás suficiente para satisfazer a procura interna, embora não haja abundância. Enquanto as situações internacionais evoluem, como na Ucrânia, o Japão precisa de alinhar-se com os países do G7, especialmente com aqueles com os quais partilha valores," declarou Koichi Hagiuda, Ministro do Comércio do Japão.

O Japão é um dos maiores importadores mundiais de gás natural. A reserva que se dispõe a partilhar tem mais de um milhão e seiscentas mil toneladas do combustível, muito pouco vindo da Rússia, ao contrário da Europa que tem uma dependência pública do gás natural russo.

40% das importações de gás natural da União Europeia e quase um terço dos barris de petróleo bruto importados provêm da Rússia.

A decisão do Japão vem na sequência dos apelos feitos pelos representantes diplomáticos dos Estados Unidos e da União Europeia. Reunidos no início da semana Antony Blinken e Josep Borrell insistiram na necessidade de retirar o que reconhecem ser uma vantagem para Moscovo.

"Actualmente, o nosso contexto é caracterizado pela turbulência geopolítica no contexto da Rússia e da crise da Crimeia. As questões energéticas são centrais para esta crise, porque a Rússia não hesita em utilizar estes significativos fornecimentos de energia à Europa como uma vantagem para ganhos geopolíticos," afirmou Josep Borrell, Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

Também na segunda-feira, depois do primeiro encontro com o chanceler alemão em Washington, o presidente dos Estados Unidos disse esperar que o gasoduto Nordstream 2 fosse encerrado no caso de uma invasão russa à Ucrânia. As palavras de Joe Biden não encontraram um eco definitivo em Olaf Scholz. EN com agências

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