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Japão doará vacinas a Taiwan com surto pandémico súbito — Tem 400 milhões de doses 29 Maio 2021

O governo japonês anunciou esta sexta-feira, 28 que está a considerar partilhar com outros países a sua reserva de vacinas, após a decisão tomada ontem de fornecer uma parte dos seus 120 milhões de doses da AstraZeneca à República da China/Taiwan que só vacinou 1% da sua população.

Japão doará vacinas a Taiwan com surto pandémico súbito — Tem 400 milhões de doses

O Japão contava até esta quarta-feira, 26, um total de 10,6 milhões de doses de vacinas aplicadas, segundo o Japan Times com base em dados do governo liderado por Yoshihide Suga.

O Japão aprovou a vacina da AstraZeneca na semana passada e prevê a chegada da primeira encomenda de 120 milhões de doses. Contudo, o governo japonês já expressou que não planeia usar de imediato as injeções. O clamor internacional que se levanta com os coágulos de sangue após administração da vacina anglo-sueca é o principal motivo para a reserva japonesa.

O Japão que tem pois vacinas em stock e em encomenda, numa quantidade que ultrapassa o dobro das suas necessidades, decidiu que "é importante garantir o acesso a vacinas seguras e eficazes para todos, por forma a conseguirmos a cobertura universal", expressou o porta-voz do governo, Katsunobu Kato, em conferência de imprensa.

"Estamos a trabalhar no sentido de conseguirmos, muito rapidamente, ter um plano para fornecer a outros países e regiões as vacinas que excedem as nossas necessidades", afirmou o porta-voz esta sexta-feira.

Na mesma linha, o líder da comissão do Partido Democrático Liberal para as relações com Taiwan, Masahisa Sato, considerou que o governo japonês deve partilhar "e o mais rápido possível" as suas vacinas com a república vizinha.

"Quando o Japão precisou, Taiwan enviou-nos dois milhões de máscaras", recordou Sato.

Governo de Taiwan procura vacinas urgente

A iniciativa japonesa surge no momento em que o governo sediado em Taipei reconhece a urgência com que Taiwan precisa de vacinas. O Ministério dos Negócios Estrangeiros taiwanês informou na semana passada que contactou o sistema Covax de partilha global, bem como, diversos fabricantes.

Taiwan, a ilha Formosa de 1542 e hoje República da China disputada pela República Popular da China, estava até fins do mês transato na lista dos raros países industrializados (quase) livres de Covid-19. Era o resultado de uma política agressiva que fechou as fronteiras do país insular, logo após o anúncio dos primeiros casos em Wuhan, no continente vizinho.

Mas em meados deste mês regista-se um surto pandémico que de súbito fez voar os números no país-ilha: 7.315 infeções (299 das quais nas últimas 24 horas), e 78 (19) óbitos, segundo o Worldometers.

O surto provocado com a variante britânica surgiu entre a tripulação da companhia aérea nacional, a China Airlines. A propagação rápida deu-se devido à "demasiada complacência" tanto da população como do governo, segundo explicou o professor Dr Lin da universidade pública taiwanesa, entrevistado pela BBC na sexta-feira, 21.

"Convencidos de que as nossas fronteiras estavam blindadas e o vírus não ia entrar, deixámos de testar as pessoas". Taiwan tem um dos rácios de vacinação mais baixos do mundo segundo o site Our World in Data.

"Mesmo quando as pessoas mostravam os sintomas, a ideia de muitos era que a probabilidade de terem Covid-19 era essencialmente zero", referiu o professor Dr Lin. Foto Reuters.

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