Retratos

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Cantora Jennifer Solidade: "Especial e realizada. É assim que me sinto quando canto” 24 Mar�o 2021

Esta jovem cabo-verdiana, natural de São Vicente, mas que vive há vários anos na ilha do Sal, viu na música, em particular a Morna que é o género musical que mais se identifica, uma oportunidade de realizar os seus sonhos. Através da sua dedicação, esforço e vontade em fazer acontecer hoje Jennifer Solidade é cantora por profissão

Cantora Jennifer Solidade:

Nasceu a 13 de junho de 1984, em São Vicente, e vive neste momento na ilha do Sal desde os 18 anos. Procurou e encontrou nesta ilha pequena, mas cheia de riquezas, a oportunidade que precisava para alavancar a sua carreira. Djena, como é conhecida em casa, começou a cantar em bares, hotéis e restaurantes na ilha mais turística de Cabo Verde.

Em São Vicente, Jennifer Solidade subiu num palco pela primeira vez quando tinha apenas 16 anos, em um “miss” da sua escola em São Vicente. “Antes disso já cantara em outras atividades no EBI de Ribeira Bote, porém, o que me marcou como primeiro ‘show’ foi no liceu”, revela.

Em 2014, lançou uma música que viria posteriormente a se tornar a música do momento, impulsionando a sua carreira musical - Hit The Road Jack. Devido à música Jennifer passou a ser chamada por muito tempo de Djack. “Djack foi a música que impulsionou a minha carreira por muito tempo. A partir desse momento o meu nome se tornou Djack por onde passo, tanto para as crianças como para os adultos”, revela.

Em entrevista ao jornal Asemana, a artista, que reside neste momento na ilha do Sal, afirma que quando está nos palcos sente-se feliz e realizada. “Quanto canto sinto-me feliz, sinto-me realizada. Sinto-me uma pessoa especial e muito abençoada por Deus. Desde criança eu gosto de cantar. Sempre senti que cantar é a minha vocação. Lembro até que quando era pequena gostava muito de brincar de ser cantora. Até dançava”, conta a jovem cantora da ilha de Monte Cara.

E como tudo tem um custo, a cantora explica que nem sempre as coisas foram fáceis e que teve um momento da sua vida que pensou em desistir da sua carreira musical. “Quando vivia em Lisboa, Portugal, ninguém me conhecia. Por conta disso passei muito tempo sem cantar. Pensei em desistir e seguir outro caminho, porém como em todo o meu percurso musical sempre estive com alguém para me incentivar a nunca desistir. E foi nessa altura que um grande amigo meu me apresentou em alguns lugares e comecei a cantar novamente”, relembra com a emoção à flor da pele.

A jovem artista cabo-verdiana, já participou em concertos de artistas nacionais. Venceu, em 2015, o prémio de melhor voz feminina dos Cabo Verde Music Awards. No mesmo ano, lançou o seu primeiro álbum solo “Um click, onde solidade incentiva os ouvintes a serem cuidadosos com o que publicam nas redes sociais. Em 2016, ela apareceu num álbum de compilação da Lusafrica, Mornas de Cabo Verde, com alguns dos melhores artistas de morna do país.

No seu mais recente trabalho, “Sentam los manos”, Solidade faz um alerta para o abuso do álcool e as suas consequências nas épocas festivas, ou fora delas. A composição da música pertence a dois amigos da cantora- Noel Lopes e Hernani Almeida.

Para finalizar, Jennifer Solidade diz que nunca esquecerá das pessoas que contribuíram e que ajudaram ao longo da sua carreira musical.

Jennifer Solidade foi escolhida para representar Cabo Verde no festival internacional cultura 360, previsto para decorrer nos dias 27 e 28 de março. Este evento que será realizado através das plataformas digitais devido à pandemia de covid-19, contará com a participação de artistas de cinco continentes diferentes. Cultura 360 é um evento internacional e um encontro de vários festivais onlines.

LC/Redação

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project