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Jogadora compulsiva capturada 7 semanas depois de duplo homicídio — Jogou em casinos após matar marido e sócia dela para roubo de identidade 21 Abril 2018

Lois Riess, de 56 anos, mãe e avó, era conhecida na cidadezinha de Blooming Prairie, Minnesota, como "uma senhora loira, adorável, um sorriso de anjo". Mas todos sabiam do seu vício terrível, o jogo. E terá sido este vício que a levou ao crime: primeiro matou o marido e forjou a assinatura dele para levantar 11 mil dólares (pouco mais de mil contos). Depois matou uma sua sócia para lhe roubar o carro e a identidade.

Jogadora compulsiva capturada 7 semanas depois de duplo homicídio — Jogou em casinos após matar marido e sócia dela para roubo de identidade

"Lois perdedora" é a alcunha de Lois Riess dada pelos seus conterrâneos, de Blooming Prairie, povoado de escassos dois mil habitantes, onde todos se conhecem. Todos sabiam e brincavam com o que ela era: uma jogadora compulsiva, que perdia tudo quanto jogava.

Mas a brincadeira virou tragédia. Em inícios de março, Lois disparou vários tiros contra o marido, na quinta onde viviam e centravam o seu negócio. Falsificou a assinatura dele em cheques da empresa e transferiu o dinheiro para a sua conta pessoal.

Em fuga, durante semanas, percorreu os casinos de quatro estados — a sua Minnesota natal, a Flórida, o Texas e, fim da linha, o Iowa. Câmaras de televisão em circuito interno mostram que ela ia jogando ...e perdendo.

Entretanto, o cadáver do marido foi encontrado pela polícia local, alertada pelos associados da empresa de acessórios de pesca que estranharam a ausência de David Riess ao fim de duas semanas.


"Sorriso angélico, ninguém diria que é perigosa e anda armada"

Lois, com um alerta de "Wanted", passou a ser a "Avó assassina" procurada pela polícia. Durante umas cinco semanas mais, ela continuou a percorrer os casinos. Só sete semanas depois do conjugicídio, a polícia conseguiu capturá-la. Entetanto, ela agravara a sua ficha criminal, com mais uma morte e outros crimes.

Nas cinco semanas após o alerta que a descrevia como uma mulher de "sorriso angélico, de quem ninguém suspeita que é perigosa e anda armada", Lois esteve na Flórida, a jogar no casino próximo de Fort Myers. Nesta cidade, matou a mulher cuja identidade veio a assumir. Depois, passou ao Texas, onde esteve em casinos de diversas cidades. Até acabar detida na cidade de Clinton, no Estado do Iowa.

Sete semanas de fuga depois, Lois acabou detida, a mais de três mil quilómetros distante de casa, no Estado de Iowa, onde uma câmara videovigilância, agora partilhada na internet, a mostra num dos casinos.

Esta quinta-feira, enquanto jantava num restaurante duma nova cidade, a dona do restaurante recebeu, eram umas oito e meia da noite (mais seis horas em Cabo Verde) uma chamada da polícia a avisá-la de que estavam prestes a entrar no estabelecimento para deter a "Lois Riess, a senhora loira de meia-idade que está aí a jantar".

"Entraram logo e poucos segundos depois levaram-na presa", contou ela.

Roubo de identidade após homicídio

A meio da sua cavalgada louca, Lois conheceu Pamela Hutchinson, de 59 anos, num restaurante. Apercebendo-se do quanto eram parecidas, pôs em prática um novo plano. Ia desfazer-se do carro no estacionamento onde estava e assumir a identidade da sua nova conhecida.

Aproximou-se pois de Pamela, acompanhou-a a casa e, aí chegadas, matou-a. Apoderou-se dos documentos da sua sócia e ao volante do automóvel dela fugiu de Fort Myers, Flórida, para outro estado. Não é filme, mas a realidade calamitosa duma certa América, em 2018. Fontes: WP/

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