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Jorge Carlos Fonseca considera "imperativo" divulgar legado de Aristides Pereira 18 Novembro 2017

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, considerou, esta quinta-feira, 16, ser "fundamental" estimular o interesse pela história e um "imperativo" divulgar o legado de Aristides Pereira, o primeiro chefe de Estado do país, falecido em 2011.

Jorge Carlos Fonseca considera

Para o chefe do estado cabo-verdiano, a divulgação de figuras como Aristides Pereira e o seu papel na luta que conduziu à independência é um imperativo que deve ser seguido por todos.

Jorge Carlos Fonseca, que falava durante a abertura de um simpósio internacional na Cidade da Praia considera importante recordar e homenagear Aristides Pereira, primeiro Presidente da República de Cabo Verde, entre 1975 e 1991, que se fosse vivo completaria 95 anos nesta sexta-feira.

Segundo Fonseca, a divulgação deve ser feita por todos, nas escolas, nas universidades, nas novas gerações, tanto em Cabo Verde como na diáspora, por pessoas singulares, detentores de cargos públicos, entidades colectivas e institucionais.

"É fundamental estimular o interesse pela nossa história, sobretudo através da investigação, de um período tão rico, como foi o da gesta libertadora", prosseguiu o estadista cabo-verdiano, que considerou, por isso, que o simpósio é uma "importante iniciativa".

No seu discurso e na presença de altas personalidades cabo-verdianas, representantes de outros países, corpos diplomáticos, académicos e da sociedade civil, JCF traçou a trajectória política de Aristides Pereira, desde a luta pela independência, juntamente com Amílcar Cabral e outros combatentes, até a construção do Estado, após a independência do país, em 1975.

De referir que o simpósio é uma iniciativa da Fundação Amílcar Cabral, presidida pelo ex-Presidente cabo-verdiano Pedro Pires que, no seu discurso, também enfatizou o percurso político e humano de Aristides Pereira, desde a sua infância, estudos, mobilização política, luta pela independência e seu trajecto, enquanto primeiro chefe de Estado cabo-verdiano.

Pedro Pires, que antecedeu a Jorge Carlos Fonseca na presidência cabo-verdiana, sublinhou ainda o "discurso moderado" de um "homem tranquilo", de "elevado sentido de Estado" e de "elevada integridade moral", que "levou Cabo Verde a África e trouxe África para Cabo Verde".

Já o presidente da Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP), Carlos Reis, destacou a singularidade, serenidade e percurso de vida de Aristides Pereira, uma "figura incontornável para a história" e "sempre disponível" para defender a luta de Cabo Verde e da Guiné-Bissau.

A sessão de abertura contou ainda com uma mensagem de Carlos Pereira, representante da família, que recordou Aristides Pereira como um "cidadão das ilhas" e um "irmão" de Amílcar Cabral, pelo que considerou o simpósio uma homenagem "muito merecida".

Durante os quatro dias, vários académicos e investigadores da história de libertação nacional da Guiné-Bissau e Cabo Verde irão debruçar-se sobre o percurso de Aristides Pereira, no simpósio com título "Recordando o Homem, edificando a história".

Além do simpósio internacional, está igualmente patente ao público, uma exposição sobre a vida e obra do primeiro Presidente da República de Cabo Verde, que morreu aos 87 anos, e visitas a vários locais relacionados com o seu percurso, na cidade da Praia e na Boavista, ilha onde nasceu.

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