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Jornalistas de São Tomé e Príncipe iniciaram hoje greve por tempo indeterminado 06 Abril 2022

Uma greve dos jornalistas de São Tomé e Príncipe começou hoje como resposta ao impasse das negociações entre os representantes da classe e o Governo sobre uma nova grelha salarial e o estatuto da carreira, segundo um jornalista local.

Jornalistas de São Tomé e Príncipe iniciaram hoje greve por tempo indeterminado

Heralce Herculano, jornalista na rádio nacional, disse à agência Lusa que o protesto começou às 08:00 (09:00 em Lisboa) de hoje e após adiamentos dos prazos limite para as negociações chegarem a bom porto, o que ainda não aconteceu.

O jornalista disse que os representantes da classe tinham dado ao Governo um prazo até sexta-feira passada, o qual foi estendido até terça-feira, a pedido do executivo.

"Não tendo chegado a um acordo com o Governo ontem [terça-feira], o Governo voltou a pedir mais um tempo e nós acordámos que haveria uma reunião esta manhã, entre as 07:00 e as 08:00, entre o sindicato e o Governo para se chegar a um acordo quanto à nova grelha salarial da comunicação social, mas até ao momento ainda não se chegou a acordo", disse.

E acrescentou: "Não chegando a acordo com o Governo e, como já tinha sido decidido em assembleia dos trabalhadores, a partir das 08:00 de hoje entraríamos em greve e foi isso que fizemos: Entrámos em greve e estamos em greve".

Segundo Heralce Herculano, os jornalistas e técnicos de comunicação social estão "mobilizados" para o protesto que, tal como indicado no pré-aviso de greve, é "por tempo indeterminado".

"Desta vez estamos unidos e fortes, tanto na rádio como na televisão", adiantou.

Em São Tomé e Príncipe há cerca de 200 funcionários da comunicação social que trabalham em condições que "não são as melhores, as mais desejadas, mas também não são as piores".

"Com o mínimo que temos é possível trabalhar e temos trabalhado o dia a dia e conseguido dar resposta aos desafios que nos são impostos. Há melhorias para serem feitas, mas enquanto não houver essas melhorias vamos aguentando com o que temos", indicou.

Questionado sobre a liberdade de imprensa neste país africano, Heralce Herculano diz que esta existe, "em termos legais".

E adiantou que em termos práticos, "há que melhorar mais", embora seja "aceitável".

"Podemos afirmar que temos liberdade de expressão", disse.

A Semana com Lusa

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