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José Gonçalves faz um balanço positivo da Conferência Ministerial sobre Transporte Aéreo e Turismo em África 31 Mar�o 2019

O ministro dos Transportes e Turismo entende que a Conferência Ministerial sobre Transporte Aéreo e Turismo em África foi “extremamente útil”, já que do evento saiu um plano de acção para a implementação nos próximos dois anos.

José Gonçalves faz um balanço positivo da Conferência Ministerial sobre Transporte Aéreo e Turismo em África

Em conferência de imprensa para o balanço da Primeira Conferência Ministerial sobre o Transporte Aéreo e Turismo em África, José da Silva Gonçalves congratulou-se com o facto de Cabo Verde ter sido escolhido pela Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO-sigla em inglesa) e pela Organização Mundial do Turismo (OMT) para acolher este evento.

Segundo o governante, no encontro do Sal, foi exortado aos países que ainda não aderiram ao Mercado Único de Transportes Aéreos em África (MUTAA) para o fazerem, porque, diz, “há tudo a ganhar”.

“Se Cabo Verde, por exemplo, tivesse adoptado alguma medida relutância, hoje não teríamos a mobilidade e o nosso turismo não avançaria”, indicou o governante, acrescentando que também os países africanos devem trabalhar no sentido de simplificação de vistos, em ordem a permitir a “mobilidade das pessoas”

Neste momento, dos 54 Estados africanos, apenas 28 aderiram à chamada Declaração de Yamoussoukro, assinada pelos países africanos em 1999, mas José Gonçalves adiantou à imprensa que mais dois estados já se comprometeram a aderir brevemente ao MUTTA.

A Declaração de Yamoussoukro prevê a liberalização do espaço aéreo no continente.

“Não faz sentido que entre os países que pertencem às diferentes comunidades que existem em África não tenham livre circulação”, sublinhou, dando exemplo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), em que as pessoas circulam livremente, mas o mesmo já não acontece entre estados pertencentes a comunidades diferentes.

Referindo-se à evolução do transporte aéreo no continente, o governante cabo-verdiano disse que se trata de “meio ideal para ligar os diferentes países de África.

“Não é por estradas, via férreas ou por via marítima, a melhor forma de viajar em África é por via aérea”, indicou.

Por sua vez, o director do Gabinete de Transporte Aéreo da ICAO, Boubacar Djalo, é de opinião que o sector do transporte aéreo e o do turismo têm imenso potencial de crescimento em África. No entanto, defende, para que esse potencial se efective, é necessário investir em infra-estruturas e equipamentos.

“Cabo Verde foi pioneiro na aviação e tem dado o exemplo aos países africanos. Antes de conhecer o Sal já sabia onde era por causa da sua FIR e da sua zona de controlo aéreo”, apontou Boubacar Djalo Cabo Verde como exemplo.

Esta primeira Conferencia Ministerial sobre o Turismo e Transporte Aéreo em África foi promovida pela Organização Internacional de Aviação Civil e Organização Mundial do Turismo e contou com a participação de mais de quatro dezenas de países. A Semana com Inforpress

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