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José Maria Neves: Geração de Cabral deu um enorme contributo para a libertação das ex-colónias portuguesas e do continente africano 19 Janeiro 2020

O antigo primeiro-ministro considerou hoje que a geração de Amílcar Cabral deu um enorme contributo para a libertação das ex-colónias portugueses, particularmente da Guiné-bissau e Cabo Verde, como também do continente africano, num contexto mundial.

José Maria Neves: Geração de Cabral deu um enorme contributo para a libertação das ex-colónias portuguesas e do continente africano

José Maria Neves teceu estas considerações à Inforpress hoje, margem da palestra “Os Processos de Libertação em África”, promovida pela Escola Secundária Abílio Duarte, em Palmarejo, em parceria com a Fundação José Maria Neves para Governança, em comemoração do Dia dos Heróis Nacionais, que se assinala a 20 de Janeiro, tendo admitido que “os jovens estão extremamente interessados na política”.

A Conferência de Bandung em 1955, a criação da Organização das Nações Unidas, após a II Guerra Mundial, as lutas pela independência, todo o movimento da negritude em África e o movimento “Claridoso”, bem como a Conferência dos Afro em Manchester, em 1945, foram recordados por Neves como as organizações que tiveram um papel fundamental na reivindicação da independência e auto-determinação.

Segundo o antigo chefe do Governo, estes movimentos souberam conduzir a luta pela independência, progresso e desenvolvimento, a ponto de Cabo Verde tornar-se actualmente num país livre, independente, democrático e que “está gradualmente a transformar-se num país desenvolvido”, ainda que, atestou, a juventude tem sido vítima das frustrações da geração antiga.

Ainda de acordo com o palestrante, a juventude cabo-verdiana está empenhada e engajada no processo de debate sobre o arquipélago, sublinhando que a nova geração está ávida de conhecer o país, a sua história, numa altura que enalteceu o “grande empenhamento cívico dos jovens e uma grande indagação da juventude sobre o presente e o futuro”.

Para este politico “desde que haja causas, a juventude estará com certeza engajada, como esteve em 1975, em 1990, durante a transição para a democracia”, tendo apontado como exemplo a grande manifestação sobre a morte de Geovani, (morto em Portugal) como o “grande sobressalto cívico”, de forma a participar, saber e antecipar “o futuro melhor que vem aí”.

Enquanto isto, a directora do Agrupamento 1, com a sede na Escola Secundária Abílio Duarte, Ângela Varela, explicou que este estabelecimento tem vindo a associar-se a personalidades e figuras públicas para a celebração desta data histórica, de forma a fazer com que a comunidade estudantil, principalmente alunos, se inteirem da emancipação da independência nacional e da luta dos heróis nacionais.

A escolha de José Maria Neves, explicou, deve-se ao facto de ser não só o antigo Chefe do Governo, mas também por ser uma personalidade que conhece muito bem esta causa. C/Inforpress

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