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Achadinha/Comício-festa: José Maria Neves reforça necessidade de se ter um presidente autónomo e diferente em Cabo Verde 10 Outubro 2021

No grande comício-festa de Achadinha que teve um enchente sobretudo de jovens, o candidato presidencial José Maria Neves (JMN) defendeu, no sábado, que Cabo Verde precisa, neste momento, de um presidente que seja uma “força autónoma” para ajudar na aceleração do ritmo de desenvolvimento do país. Perante uma moldura humana eufórica, José Maria Neves voltou a pedir o voto massivo na sua candidatura para que seja eleito logo na primeira volta, poupando assim o país de recursos que podem ser utilizados para mitigar os efeitos da crise provocada pela pandemia de covid-19. O já apelidado «candidato a Presidente necessário» anunciou que quer ser um PR que contribui para o equilíbrio do poder em Cabo Verde, cooperar com o Governo da República na governação do país e «evitar abusos e a fragilização do Estado de Direito».

Achadinha/Comício-festa:  José Maria Neves reforça necessidade de se ter um presidente autónomo e diferente em Cabo Verde

O comício de ontem na Achadinha contou com uma boa moldura humana constitiuida sobretudo por jovens (ver fotos) e com um reforço de principais dirigentes do PAICV, que apoia a candidatura presidencial de José Maria Neves.

Segundo a Inforpress, durante a sua intervenção, JMN alertou sobretudo os jovens a não colocarem o poder só de um lado, por forma a garantir o equilíbrio no sistema de governação e evitar abusos e a fragilização do Estado de direito.

“A Constituição indica que o Presidente da República é uma força autónoma. É como o dedo polegar numa mão. Ele é diferente é uma força autónoma, diferente dos outros dedos, mas que junto com outros dão força a nossa mão. Se cortarmos o dedo polegar, se tirarmos essa força autónoma, ficaremos mais fracos”, comparou.

José Maria Neves sustentou ainda que se o país tiver um presidente com força autónoma, a discussão será mais enriquecedora e ajudará a melhorar na liberdade dos cidadãos, a democracia, o pluralismo e o Estado de direito.

“Portanto, precisamos de um presidente que seja uma força diferente para juntar-se aos outros e trabalhar para que Cabo Verde se torne num país melhor, mais moderno e com mais oportunidades para todos. Um presidente que esteja em sintonia com os sentimentos e as aspirações de todos os cabo-verdianos e que seja um árbitro imparcial”, acrescentou.

Conforme ainda a Inforpress, o candidato disse que nos 15 anos que governou o país, não foi possível fazer tudo para realizar o sonho dos cabo-verdianos, mas garantiu que fez tudo que era humanamente possível para que Cabo Verde fosse hoje um país mais moderno mais desenvolvido e mais competitivo.

Por isso, pediu um voto de confiança (para se eleito logo na primeira volta), para continuar a realizar o sonho dos cabo-verdianos nos novos tempos, adiantando que enquanto Presidente da Republica terá como prioridades o relançamento da economia no período pós-pandemia e acelerar o processo de modernização e transformação.

Melhor candidato PR

Neste que foi o seu primeiro grande comício na cidade da Praia, José Maria Neves esteve acompanhado de altos dirigentes do PAICV, entre os quais o presidente interino do partido, Rui Semedo, que, segundo ainda a Inforpress, o apresentou com o “melhor candidato” para ser o próximo Presidente da República de Cabo Verde.

“Ele é melhor porque tem capacidade, tem inteligência, tem experiência e porque já governou o país, e governou bem. Ele é também melhor porque é, neste momento, uma das personalidades de Cabo Verde mais conhecida e mais prestigiada a nível internacional”, disse.

Além de ser um “homem capaz”, Rui Semedo afirmou que José Maria Neves é um “homem sério, responsável e de consensos”, que não precisa de mudar de nome ou apagar sua história para se apresentar ao eleitorado, conclui a fonte deste jornal.

Às presidenciais do dia 17 de Outubro, concorrem outros seis candidatos – Fernando Delgado, Gilson Alves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro), venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta com 74% dos votos, para um segundo mandato.

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