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Jovem com genitais masculinos engravida após descobrir que tinha ovários 19 Novembro 2020

Desde cedo que Mikey não se sentia um rapaz, mas só no ano passado descobriu.A história de Mike Chanel começa quando, ainda na barriga da mãe, os médicos informaram que iria dar à luz uma menina.

Jovem com genitais masculinos engravida após descobrir que tinha ovários

De acordo com o “Notícias ao Minuto”, no dia em que nasceu, a jovem, hoje com 18 anos, apresentava órgãos genitais masculinos, o que deixou todos estupefatos. Mikey foi assim, educada como um rapaz, embora sempre se tenha sentido diferente dos seus pares.

"Nunca me senti um rapaz. Sempre fui um pouco mais afeminado, tinha poucos pêlos faciais e tinha curvas, como ancas e rabo", recorda, revelando que estas suas particularidades tornaram-na vítima de bullying na escola, cita o NM, acrescentando que aos 13 anos, Mike assumiu a sua homossexualidade e no ano passado, em exames de rotina médica, descobriu aquilo que pensou tratar-se de uma “piada".

"Disse ao médico que andava com uma sensação estranha quando urinava e tinha relações sexuais, por isso, decidiram fazer um ultrassom ao meu sistema urinário", conta ao NM, alegando que o médico lhe garantiu que tinha um colo do útero, ovários, útero e trompas de falópio e que podia engravidar se quisesse. “Achei que era uma piada", salienta, citado pelo NM.

A mesma fonte acrescenta que Mikey foi diagnosticada com síndrome do canal Mullerian persistente (PDMS), uma condição rara em que uma pessoa tem órgãos genitais masculinos externos, mas têm órgãos reprodutores femininos internos. “Quem padece deste síndrome tem fortes possibilidades de vir a sofrer de outras doenças, como cancro, motivo pelo qual os médicos aconselharam o jovem a fazer uma histerectomia, para lhe ser retirado o útero”, escreve.

“Contudo, Mikey tomou outra decisão. Como sabia que os seus órgãos masculinos não eram fertéis, mas o mesmo não acontecia com os seus órgãos de reprodução femininos, sabia que se um dia quisesse ter um filho, podia ser ela a carregá-lo no ventre. Assim, sujeitou-se a tratamentos de fertilidade e a um procedimento em que o esperma do dador é injetado diretamente no óvulo e está agora grávida, de quatro meses.

“Agora, decidiu contar a sua história ao mundo por sentir que é um síndrome pouco falado e que deveria ser alvo de uma maior pesquisa e estudo”, conclui a fonte.

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