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Judith Carney apresenta obra “Arroz Negro: As Origens Africanas do Cultivo do Arroz nas Américas” 29 Janeiro 2018

A Professora e investigadora americana, Judith Carney, apresenta, esta segunda-feira, 29, na Escola de Negócios e Governação (ENG) da Uni-CV, o livro “Arroz Negro: As Origens Africanas do Cultivo do Arroz nas Américas”. O evento conta com a presença de vários professores, investigadores e formandos universitários de Cabo Verde e dos EUA.

Judith Carney apresenta obra “Arroz Negro: As Origens Africanas do Cultivo do Arroz nas Américas”

O lançamento da obra “Arroz Negro: As Origens Africanas do Cultivo do Arroz nas Américas” será seguido de uma conferência internacional sobre “O Legado Alimentar de África no Mundo Atlântico”, no âmbito do Mestrado da autora em Integração Regional Africana (MIRA).

A obra, segundo a autora, conta a história do percurso e as origens africanas do cultivo do arroz nas Américas. “O arroz só chegou às Américas, levado pelos africanos.

Sintetizando a sua tese, baseada em vários anos de estudos e um doutoramento, Carney sustenta que foram os plantadores de arroz africanos que introduziram as técnicas de cultivo para o estabelecimento e expansão, no séc. XVIII, dos sistemas de plantação de arroz na Carolina do Sul e da Geórgia (EUA), acrescentando ainda que a "história do arroz nas Américas tem origens africanas e foi levado para as Américas por escravos que já conheciam técnicas de cultivo de há muitos anos antes da chegada dos europeus.

"Todos os estudos diziam que o arroz chegou à Africa pelos portugueses desde os séculos XVI, XVII e XVIII, o que não é verdade", indica a professora Carney.

Assegura a autora, com base no livro, que seriam os escravos da África Ocidental levados para as Américas, que ensinaram as populações de países como Estados Unidos, México, Brasil, Guiana, Suriname, Cuba e outros da margem ocidental do oceano Atlântico, como cultivar, descascar e cozinhar o arroz.

“Muito arroz cultivado nesses países das Américas seria vendido para o continente europeu, devido às suas características diferenciadas, defende a Professora Carney.

Celso Lobo

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