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Juízos apressados: "Juiz flagrada a beijar assassino de polícia" em visita à cadeia 10 Janeiro 2022

A magistrada Mariel Suarez, argentina, está a ser investigada depois de imagens de videocâmaras sugerirem que, na visita à cadeia de Trelew no dia 29 último, beijou o "perigosíssimo assassino" Cristian ’Mai’ Bustos que cumpre pena perpétua pelo homicídio de um polícia em 2009" e o infanticídio do próprio enteado de nove meses. Indiciada, a juiz contou em tribunal esta quinta-feira 6, a sua versão.

Juízos apressados:

As imagens CCTV indicam ainda que a magistrada do tribunal de Esquel, no noroeste do país a quase dois mil quilómetros de Buenos Aires, esteve a tomar chá com "o perigoso assassino", em cujo julgamento participou há doze anos. Mariel destacou-se como a única do coletivo de juízes a votar contra a pena perpétua.

As imagens — que viralizaram e custaram um processo disciplinar à juiz — parecem evidenciar um beijo, mas a visada nega contundente: "De maneira nenhuma!"

"Sentimos que nos estavam a escutar e por isso tivemos de nos aproximar. Eram assuntos delicados, havia gente à volta, a videocâmara...".

"Não tenho nenhuma relação sentimental com essa pessoa", garante Mariel Suarez que suspeita de que no caso da morte do polícia "houve manipulação das provas, do cenário do crime".

"Quis ouvi-lo. Estou a escrever um livro sobre ele", afirma. "Fiz a proposta à sua advogada no sentido de falar com o seu cliente e conhecer a sua vida, para contar a versão dele".

Mariel Suarez diz acreditar na versão do detido desde 2009, aos 27 anos. "Achei-o credível durante o julgamento e por isso votei por uma pena menor", mas venceu a tese do coletivo que votou pela perpetuidade.

"É uma relação de tipo laboral", diz sobre as imagens e nega de todo uma relação íntima. "Estávamos a tomar um mate. Tinha-lhe levado comida. Só o tinha visto antes durante o julgamento e contactei-o quando o estavam a transferir de Esquel para Trelew".

A magistrada, de 49 anos, visitou o preso, de 39 anos, depois de ele ter sido transferido para uma segunda penitenciária, Trelew na Patagónia, a mais de 500 quilómetros de distância de Esquel.

"Sou muito descontraída"

Sobre o ter-se sentado no chão junto do preso, diz: "Mantive uma postura descontraída, sou uma pessoa descontraída. E também isso ajuda a humanizar o investigado".

Mariel Alejandra Suarez defende o seu trabalho de investigadora que escreve para jornais. "Tenho o meu direito de fazer um livro e vou seguir avante com o projeto".

Fontes: Clarin.ar/Cadena 3.ar/... Foto (Clarín): Câmaras de videovigilância sobre a juiz e o preso — que ela vistou nos dias 29 e 30 por um período total de cerca de cinco horas — propiciam juízo apressado.

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