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Júlio de Carvalho: A TACV nasceu com propósitos fundamentalmente sociais 31 Janeiro 2018

O antigo ministro das Forças Armadas e Segurança, Júlio de Carvalho, considerou hoje que a Transportadora Aérea de Cabo Verde (TACV) nasceu com propósitos “fundamentalmente sociais”, visando “unir o país” e criar as “condições favoráveis” para circulação.

Júlio de Carvalho: A TACV nasceu com propósitos fundamentalmente sociais

Ministro de 1980 a 1990, durante a Primeira República, o antigo governante fez esta revelação durante a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre os TACV, tendo sublinhado que nessa altura havia preocupação maior do executivo de unir as ilhas, já que os voos aéreos eram pontuais por uma companhia estrangeira que fazia pequenas viagens de cinco/seios passageiros.

Júlio de Carvalho disse que antes da implantação dos TACV o país já contava com uma companhia que fazia as ligações inter-ihas, mas que as necessidades eram grandes para facilitar a ligação interna para criar o intercâmbio e o sentido do país unido.

Considerou que os TACV foram uma empresa heróica por aquilo que cumpriu servindo o país com meios sempre muito reduzidos, em relação à realidade de um país arquipelágico, e que não obstante a reposição de unidades para fins militares com aviões para patrulhas marítimas e que se enquadravam nas tarefas das Forças Armadas foram negociados para fins civis.

Posto isto, afirmou que ao invés da vinda de duas unidades “Bandeirantes”, foi necessário negociar com “Brasília”, aviões mais caros, mas que melhor se enquadravam na nova realidade dos TACV.

Júlio de Carvalho manifestou a sua estranheza por ter sido convocado pela CPI, alegando que nunca teve qualquer ligação com os TACV, sobretudo quanto à gestão da companhia da bandeira, o que levou Walter Évora (PAICV) a afirmar que o propósito da CPI é meramente político, argumento contrariado pelos deputados do MpD, com o fundamento que visa esclarecer a sociedade.

Durante as suas alegações, Júlio de Carvalho disse que os TACV funcionavam de forma regular com as unidades aéreas de que dispunha na época, mas considerou que o “caso do avião Brasília foi um processo político de A a Z” criado pelo governo do MpD, em 1991, mediante denúncias e constituídos processos (a par do Dossier África) sem que houvesse julgamentos.

Carvalho disse que “Brasília” era um avião de versão comercial, adquirido nos negócios da República de Angola com o Brasil de forma a “repor a unidade aéreas que Cabo Verde tinha cedido a Angola no período crítico, imediatamente pós as declarações da independência angolana”.

Deste modo esclareceu que após solicitação dos angolanos, os dois aviões “Antonov” foram postos com os seus mecânicos à disposição do governo angolano imediatamente e que passados anos o governo angolano efectivara essa reposição com o avião “Brasília”.

Assegurou que a participação do ministério que dirigia foi exclusivamente de acompanhar os trâmites para obter as unidades e que em nenhum momento participou em qualquer tipo de negócio para a vinda das duas unidades, pelo que recomendou aos membros da CPI a inteirarem-se dos documentos da altura, tendo colocado cópias à disposição dos parlamentares.

O presidente desta CPI, Emanuel Barbosa, disse que pretende com esta iniciativa auscultar 44 depoentes e que até a presente data já foram inquiridos 14 cidadãos. Fonte: Inforpess

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