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Justiça condena 416 dos deputados mais bem pagos do mundo a devolver extras 11 Dezembro 2020

O supremo tribunal do Quénia condenou os quatrocentos e dezasseis deputados nacionais a devolver ao tesouro público mais de um bilião de shillings (1,2 bn, cerca de mil milhões CVE) que receberam a título de extras — subsídio de alojamento, entre outros. Para a justiça, esses pagamentos são ilegais.

Justiça condena 416 dos deputados mais bem pagos do mundo a devolver extras

A instância judicial queniana considerou que, ao atribuir os subsídios, o Serviço da Comissão Parlamentar usurpou as funções da Comissão de Salários e Remuneração.

Cada um dos quatrocentos e dezasseis deputados quenianos tem de devolver, a partir de janeiro e até ao fim de 2021, o total de 2,8 milhões de shillings (cerca de 2,5 milhões CVE) recebido de modo ilegal, segundo o Supremo.

Os parlamentares quenianos — com salários anuais em torno dos 7,5 mil contos, vinte vezes o salário médio — estão entre os mais bem pagos do mundo. Por exemplo, no Reino Unido, é de 12 mil contos anuais, quase o triplo de Espanha, Portugal, Grécia (em torno dos 5 mil), que representam um quinto do salário médio.

Mais do que os altos salários, todavia o que as organizações não-governamentais têm denunciado são as várias situações, muitas delas ilegais, em que os governos e representantes do povo têm "ido ao bolso" dos contribuintes. Isto não só no Quénia, país africano, mas um pouco por todo o mundo, dos mais desenvolvidos aos menos.

Fontes: BBC/Kenya’s Star /MSN/Reuters. Fotos: Parlamentos do Reino Unido e Quénia. Os contribuintes gostariam de ver o seu dinheiro a ir para áreas prioritárias.

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