OPINIÃO

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Juventude Cabo-verdiana: Que Caminhos? 10 Setembro 2018

Jovens cabo-verdiano estão a seguir caminhos autodestrutivos, muitos se aderem às influências de grupos por mero medo ou inquietação de não serem aceites perante os seus pares.

Por: Hilário Lopes *

Juventude Cabo-verdiana: Que Caminhos?

Enquanto jovem cabo-verdiano, ciente das minhas responsabilidades sociais, familiares e profissionais e imbuído do dever de colaborar no desenvolvimento da nossa sociedade objectivando uma coexistência pacifica, não poderia permitir permanecer indiferente e em silencio face a algumas práticas socialmente reprováveis, outras juridicamente proibidas, algumas com conteúdo negativo e imorais tendo como principais autores Jovens cabo-verdianos.

Digo Jovens cabo-verdiano, visto que, tem como fonte a pluralidade de autores e com a participação massiva dos jovens nas mesmas práticas.

Jovens que preferem dispensar de modo parcial e, se não a totalidade do seu tempo diário que já é limitado (24 horas) a consumir álcool, em festas e discotecas noitadas, fumando tal de shisha que virou moda e outras práticas ocultas não digno de elevação do espírito e não adicionando qualidades especiais ao carácter pessoal e ao correto desenvolvimento da personalidade individual. Ao invés do dispensar de largas horas ou algumas vezes dias na prática desses actos, não escolhem simplesmente ler um livro, escrever entrelinhas poéticos, estudar, organizar e realizar um debate público, construtivo e gerador do surgimento de pensamentos e projectos individual e colectivo de inovação e ajustes no aperfeiçoamento do ser humano e desenvolvimento de uma consciência ético pessoal positivo e aceitável.

Bem que, esses actos aqui definidos, estão ganhando uma enorme dimensão social, estão sendo aceites como algo normal, por causa da sua prática reiterada e tendo como autores um número considerável de jovens. O mal maior é a destruição de personalidades que em circunstanciais normais e corretas resultariam na afirmação de excelentes técnicos laborando nas mais diversas instituições públicas e privadas existentes no nosso país.

Jovens cabo-verdiano estão a seguir caminhos autodestrutivos, muitos se aderem às influências de grupos por mero medo ou inquietação de não serem aceites perante os seus pares.

Lamentável é o rumo das coisas, em que cada dia os jovens vêm trilhando os mais assombrosos caminhos, e com frutos diabólicos e autodestrutivos.

Já fora dito pelo mestre e homem mais sábio da terra habitada: quem semeia vento colherá a tempestade e quem semeia o bem colherá a bonança.

O que adianta ganhar o mundo e perder a sua alma?
Falhanço nas políticas públicas destinados aos jovens? Ou falhanço no papel da família? Ou, será simplesmente a irresponsabilidade pessoal e individual dos jovens?
Cabe executar políticas públicas direccionadas a ajudar os jovens e a resgatá-los do poço negro. Esses malefícios carecem de ser extirpados da nossa sociedade.
Mas, o ponto inicial seria: Ajudar os membros (jovens) sociais já desviados e subjugados à margem social a fazerem uma introspecção correctiva comportamental! E a autocensurar-se! Não apenas uma censura externo, mas a que resulte do próprio visado, numa censura subjectiva e interior, resultante de uma profunda observação interna.

Melhor é o que está em Você do que aquilo que no Mundo está.
Apelo a todos os jovens a se redimirem, reflexionando profundamente as vossas condutas e, que analisem estabelecendo as fronteiras entre o correto e o incorrecto, assegurando as corretas medidas e critérios moral, jurídico e teológico à vossa disposição. Pensem antes de agir, façam a indispensável reflexão sobre as vossas condutas, posicionem assertivamente perante cada ambiente circundante e perante cada grupo social do qual fazem ou queiram fazer parte integrante enquanto membro. Vejam e analisem bem os vossos actos, as suas metas, os vossos objectivos, e decifrem o propósito subjacente e justificador da vossa existência. Sejam verdadeiramente responsáveis pelos vossos actos. Jovem não se deixe desviar pelos caminhos da perdição e amargura.

Tu que és jovem, seja um ser humano responsável e exemplar, não siga o rebanho em rumo ao matadouro, não desperdice o seu tempo e a sua alma nos caminhos que em nada abonará a sua personalidade. Sua personalidade lhe é própria e não afirmada ou definida pelas influencias, és um ser inacabado, sendo assim, siga passos edificantes e de elevação e engrandecimentos, intencionando atingir ao fim da existência terrena um ser finalmente acabado, mas, destinado à final a perfeição transcendental.

Seja você jovem cabo-verdiano o autor da sua história e o senhor do seu Destino. Molde a sua conduta ancorada no incontestável elevado nível de aceitação ético e moral, pois que, essas regras são responsáveis para construir as bases que guiarão a conduta do homem, determinando o seu carácter e a sua forma de se comportar em determinada sociedade.
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* Jovem advogado

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