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Juventude em Marcha: Após cancelamento de digressões, o grupo teatral retoma as suas atividades a partir de agosto com a estreia da peça “Pinha e kentey” 09 Julho 2021

Esta nova peça surge de forma adaptada tanto ao grupo como aos seus espetadores. O ator e líder da companhia, Jorge Martins, reconhece que ainda é com muita cautela que se retoma as atividades em meados do mês de agosto, com a estreia da peça “Pinha e kentey”. Uma peça que conta com duas personagens que se relacionam muito bem e que a mesma é uma homenagem aos “homens das montanhas” que contribuíram para o desenvolvimento da ilha de Santo Antão. A mesma companhia teatral espera retomar as suas digressões internacionais a partir de setembro deste ano.

Juventude em Marcha: Após cancelamento de digressões, o grupo teatral retoma as suas atividades a partir de agosto com a estreia da peça “Pinha e kentey”

Jorge Martins, que falava em entrevista ao Asemana Online, aponta que, apesar de estarem limitados praticamente na definição da sua agenda de espetáculos, tanto nacional como internacional, esperem a partir do próximo mês estrearem “Pinha e Kentei”, que é uma “adaptação as circunstâncias” que o grupo enfrenta.

“São duas figuras carismáticas de Santo Antão, naturalmente usadas sempre para referir duas pessoas que se interlaçam bem, que se relacionam bem, fazem as coisas de forma satisfatória tanto de um lado como do outro”, explica Martins, acrescentando que o grupo teve que trabalhar a peça no sentido de homenagear “o homem das montanhas, aquele que trabalhou com dignidade, com carater, honra, mas que naturalmente é esquecido”.

Este actor relembra ainda que que o desenvolvimento de Santo Antão se deve a estes homens que “trabalharam arduamente nas estradas, subindo montanhas para conseguir passar uma via de estrada, outros que também tiveram de furar buracos nas rochas fazendo grutas para se passar levadas”.

Acrescenta ainda que é uma peça resultante das duas personagens com um trabalho de “muita comicidade”, mas também que envolve muito drama a volta do trabalho. “É uma comédia interessante e bastante extrovertida para carimbar as pessoas”, indica.

Questionado sobre o porquê da participação de somente duas personagens, este responde que o objetivo é facilitar a mobilidade do grupo para reduzir substancialmente as despesas, já que as salas podem receber um menor número de pessoas.

A companhia tem optado por fazer os ensaios em alguns espaços dos três concelhos da ilha, mas com certas restrições “tentando fazer aquilo que se chama ensaios de possíveis espetáculos que vamos ter e também optar por uma interação com os espetadores.

A ideia é complementa o ator, iniciar os espetáculos nesses concelhos e de seguida pelo resto do país, a partir de agosto, se a situação assim permitir.

Digressão internacional

Em relação a digressão para o exterior no mês de setembro, Jorge Martins explica que o grupo está à espera da autorização que se possa dar para conseguir o visto de deslocação, mas tudo depende da situação pandémica.

Ainda relativamente aos custos do grupo, a companhia tem evitado deslocar-se com todos os elementos, já que as “despesas são exorbitantes”. Por isso, afirma, é necessário adaptar e reduzir drasticamente o número de elementos para ter condições de saldar as responsabilidades que se vai ter com os espetáculos, nomeadamente as salas, a iluminação, a sonorização, publicidade e as passagens, que ambos continuam com os mesmos preços, sem contar que uma sala com capacidade para 300 pessoas se pode ter somente 50.

Mesmo fazendo isso, o líder realça que estão a fazer um espetáculo precisamente para “agradar a nossa gente, para dar a nossa modesta contribuição para o desenvolvimento da cultura cabo-verdiana e não com intenções de fins lucrativos”.

AC/Redação

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