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Legislativas em Portugal: Costa assume: “Uma maioria absoluta não é poder absoluto. Não é governar sozinho”. Rio abre porta de saída do PSD, Chega é a 3.ª força política 31 Janeiro 2022

PS terá entre 117 e 118 deputados, sem os círculos da emigração, avança o primeiro-ministro. “Com maioria absoluta do PS não estou a ver como é que posso ser útil”, assume Rui Rio. CDS fica sem deputados e Francisco Rodrigues dos Santos demite-se, revela o Expresso de Portugal.

Legislativas em Portugal: Costa assume: “Uma maioria absoluta não é poder absoluto. Não é governar sozinho”. Rio abre porta de saída do PSD, Chega é a 3.ª força política

Segundo a mesma fonte, os dados provisórios atuais dão conta que o PS pode chegar aos 118 deputados no continente e ilhas. Atualmente o PS já conseguiu ‘roubar’ sete deputados a outros partidos e já está com mais dois eleitos em Lisboa e a possibilidade de um em Setúbal (ainda não fechado), o que fará com que chegue aos 118.

Nos círculos da emigração, que normalmente são divididos dois para o PS, dois para o PSD, ganharia pelo menos mais dois. Se tal acontecer, pode chegar aos 120 de José Sócrates em 2005 ou mesmo ultrapassar estes dados.

Com humor, Costa não diz qual o Governo que irá formar porque primeiro tem de esperar que o Presidente da República nomeie a “personalidade” para formar o Governo.

António Costa assumiu que terá uma maioria absoluta e garantiu que o fará com uma “enorme responsabilidade pessoal de estabelecer os consensos na Assembleia da República e concertação Social”. “Uma maioria absoluta nao é poder absoluto, não é governar sozinho. É governar com e para todos os portugueses. Será uma maioria de diálogo com todas as forças políticas que representam os portugueses na pluralidade”, anunciou.

Fora de humor, Costa diz que tem uma nova tarefa que é fazer uma reconciliação: “Reconciliar os portugueses com a ideia das maiorias absolutas e que a estabilidade é bom para a democracia”, disse.

O primeiro-minsitro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, já felicitou António Costa pela sua releição como chefe de Governo de Portugal, manifestando o seu desejo de reforçar as relações de amizade e cooperação entre os dois paises.

Líder do PSD de saída

O líder dos sociais democratas é um dos grandes derrotados dessas eleições. Questionado se irá demitir-se da liderança do PSD, Rui Rio recusa dizer já, mas afirma não ver condições para continuar. “Se se confirmar que o PS tem uma maioria absoluta tem um horizonte de governação de 4 anos, e eu não estou a ver como é que posso ser útil neste enquadramento. O partido decidirá”, diz, afirmando que está na política com perspetiva de “serviço” e de “missão”.

“A estratégia de captação do voto ao centro aconteceu, o problema é que à esquerda o PS foi buscar milhares de votos ao BE e ao PCP, que têm uma queda brutal. Aquilo que nós crescemos ao centro não chegou para o que o PS ganhou à esquerda, e à nossa direita não houve concentração no PSD”, analisou segundo ainda o Expresso.
“Quem é o primeiro responsável? Sou eu, quem é que havia de ser?”, atira ainda o derrotado líder do PSD.

Chega passa a ser terceira força política

Chega, partido de extrema-direita, ficou em terceiro lugar nas eleições deste domingo em Portugal, conforme as previsões iniciais das várias sondagens.
“Que grande, grande, grande noite”, disse André Ventura, apontando que “devemos esta vitória ao nosso trabalho e de centenas de milhares de portugueses”, que “apesar de todos os dias receberem mentiras e ataques de outros partidos políticos”, não se “deixaram enganar”.

Ventura deixou ainda críticas ao PSD – “a direita não soube estar à altura das suas responsabilidades” – por ter passado a campanha eleitoral a rejeitar acordos com o Chega. “Passaram o tempo a dizer que com o Chega não, e o resultado está à vista: Com o Chega sim”, sublinhou Ventura para uma sala em euforia. “O grande culpado disto é Rui Rio.”

De seguida, apontou baterias ao PS: “Espero que António Costa não tenha maioria absoluta. António Costa, eu vou atrás de ti agora”, garantiu, lembrando que quer construir uma “grande alternativa de direita para substituir o PS no poder”. “Nós seremos oposição em Portugal”, afirmou.

Francisco Rodrigues dos Santos demite-se

O líder do CDS assumiu a derrota e anunciou que apresentou a sua demissão ao presidente do Conselho Nacional do CDS. “O CDS não morre, continua vivo”, disse Rodrigues dos Santos, o penúltimo líder partidário a falar esta noite - pela primeira vez CDS-PP não elegeu nenhum deputado.

Bloco de Esquerda e CDU sairam despromvidos dessas eleições - foram ultrapassados por Chega e Iniciativa Liberal.

Resultados gerais provisórios

Veja os resultados provisórios, conforme os últimos dados divulgados:

  • PS
  • 41,7%
  • 117 Deputados
  • PSD
  • 29,0%
  • 76 D
  • CHEGA
  • 7,2%
  • 12 D
  • IL
  • 5,0%
  • 8 D
  • BE
  • 4,5%
  • 5 D
  • CDU
  • 4,4%
  • 6 D
  • CDS
  • 1,9%
  • 0 D
  • PAN
  • 1,5%
  • 1 D
  • L
  • 1,3%
  • 1 D
  • MP
  • 0,9%
  • 3 D
  • AD
  • 0,5%
  • 2 D

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