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Legislativas na Suécia: Entre um "empate" de blocos e a ascensão da extrema-direita 10 Setembro 2018

Confirma-se o prenúncio de um impasse político com a ascensão da extrema-direita na Suécia. As eleições legislativas deste domingo tiveram um desfecho que trouxe tanta surpresa como incerteza, revela Euronews.

Legislativas na Suécia:  Entre um

Stefan Löfven, o primeiro-ministro do Partido Social-Democrata, sublinhou, no rescaldo do escrutínio, que "ficou claro que é preciso uma coligação entre blocos para Governar."

Acrescentou que os Democratas da Suécia (SD) só vão "aumentar a divisão e o ódio." A formação nacionalista, de extrema-direita, assumiu-se como terceira força política e fiel da balança ao conseguir 17,6% dos votos, atrás do Partido Moderado, com 19,8%, e do Partido Social Democrata, vencedor, com 28,4% dos votos.

Com 99% dos votos apurados, o bloco governamental de esquerda, do sociais-democratas, garantiu 144 lugares no Parlamento, a Aliança à direita 143 e os Democratas da Suécia conseguiram, para já, 62 lugares.

Consciente na necessidade de pactos pós-eleitorais, o líder dos Democratas da Suécia, Jimmie Åkesson, mostrou-se preparado para trabalhar com os outros partidos depois das eleições.

Num discurso inflamado, pós eleições, sublinhou que as ideias anti-imigração terão alguma influência no futuro da Suécia. E piscou o olho a Ulf Kristersson, o líder dos conservadores do Partido Moderado, desafiando-o a escolher entre o apoio nos Democratas da Suécia ou nos Sociais-Democratas.

Kristersson ignorou a oferta de Åkesson, pediu a demissão do primeiro-ministro Stefan Löfven, disse-se disposto a liderar uma nova coligação e a pactar com os sociais-democratas em questões importantes para facilitar a governação.

Jona Kallgren, Euronews - Ficou claro que estas eleições não tiveram um vencedor nem um perdedor claros. Os rostos sombrios na sede do Partido Social Democrata foram substituídos, de certa forma, pelo que pode ser descrito como uma comemoração. Tiveram um resultado historicamente negativo mas ainda assim é melhor do que o esperado. Do lado oposto do espetro político encontram-se os Democratas da Suécia. A formação de extrema-direita, anti-imigração teve um desempenho histórico positivo embora aquém do esperado. O que está claro é que a fase que se segue é a da mesa de negociações. As formações terão agora de encontrar uma coligação que governe o país e isso poderá tardar dias, semanas e até meses. refere o mesmo diário digital.

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